
“Asas no silêncio” perpetua memória dos pilotos falecidos na Serra do Carvalho
Mais uma vez, a Serra do Carvalho, no concelho de Vila Nova de Poiares, recebeu ex-militares e militares da Força Aérea Portuguesa e muitas outras pessoas para prestar homenagem aos oito pilotos que, a 1 de julho de 1955, perderam a vida num trágico acidente, quando os aviões, F-84 Thunderjet que seguiam em formação, se despenharam, devido ao nevoeiro que entretanto envolveu a serra.
E tal como referiu o capelão da Força Aérea, na homilia que se realizou ontem de manhã junto à Capela de Nossa Senhora do Ar, erguida no local do acidente, «hoje subimos ao monte para lembrar aqueles que deram a vida no cumprimento da sua missão».
«Uma missão que enche de orgulho todos os que fazem parte da Força Aérea» e que, por isso mesmo, traz a Vila Nova de Poiares as altas entidades daquela instituição, representadas na pessoa do chefe de Estado Maior da Força Aérea, general Cartaxo Alves que, juntamente com o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, João Miguel Henriques, presidiu à inauguração do novo monumento “Asas no Silêncio”, que assinala os 70 anos deste trágico episódio da história da aviação militar portuguesa.
João Miguel Henriques destacou a importância de «não deixar perder a memória, que se perpetua com esta singela, mas muito justa homenagem». O autarca explicou ainda o significado do monumento, constituído por oito colunas, cada uma representando cada um dos malogrados pilotos, e encimada pelo perfil do modelo do avião associado ao acidente.
Todo o monumento foi concebido e executado pela equipa da autarquia, liderada pelo arquiteto Rui Bernardino. O chefe do Estado Maior da Força Aérea, general Cartaxo Alves, agradeceu, mais uma vez, o empenho da autarquia em «manter viva a memória dos nossos pilotos que continuam vivos no nosso coração e na nossa alma», o que de alguma forma «reforça o sentido de pertença daqueles que fazem parte da Força Aérea». O general Cartaxo Alves reiterou ainda a ideia de que «este dever de memória também nos impele a pensar no que é o futuro da Força Aérea».

João Miguel Henriques lembrou ainda que este trágico acidente, que está agora a assinalar os 70 anos, marcou profundamente a vida das pessoas no concelho de Vila Nova de Poiares. Ainda há quem se lembre do trágico dia e que passou essas memórias aos seus descendentes, a ponto de serem muitas as pessoas do concelho, sobretudo da localidade do Carvalho, a associarem-se à homenagem aos pilotos falecidos, cujo nome é sempre evocado na missa de sufrágio, e que ontem que se realizou junto à Capela de Nossa Senhora do Ar e do Cruzeiro (construídos em 1957).
Refira-se que o local tem sido alvo de obras de beneficiação, desde os acessos até à delimitação do espaço, conferindo-lhe agora mais dignidade e oferecendo melhores condições a quem se queira associar às cerimónias.
Presença firme, ano após ano, é a dos elementos da Associação de Especialistas da Força Aérea que cumprem assim o lema de «união e coesão na FA». Ontem, foi possível falar com um ex-piloto que entrou para a Força Aérea exatamente no ano do trágico acidente. Recordou com alguma emoção que um dos pilotos falecidos, o alferes Alfredo Fernandes Ventura Pinto, que faleceu com 25 anos, lhe proporcionou o seu batismo de voo. Em sua memória e dos restantes pilotos, o ex-piloto Luís Vieira da Silva marca presença nas cerimónias sempre que pode. Tal como outro ex-militar, Anselmo Simões, que foi sargento-chefe enfermeiro e ainda Fernando Marques, que exerceu a função de mecânico de rádio, como segundo sargento da Força Aérea.
Trágico acidente teve grande impacto no concelho
João Miguel Henriques lembrou ainda que este trágico acidente, que está agora a assinalar os 70 anos, marcou profundamente a vida das pessoas no concelho de Vila Nova de Poiares. Ainda há quem se lembre do trágico dia e que passou essas memórias aos seus descendentes, a ponto de serem muitas as pessoas do concelho, sobretudo da localidade do Carvalho, a associarem-se à homenagem aos pilotos falecidos, cujo nome é sempre evocado na missa de sufrágio, e que ontem que se realizou junto à Capela de Nossa Senhora do Ar e do Cruzeiro (construídos em 1957).
Refira-se que o local tem sido alvo de obras de beneficiação, desde os acessos até à delimitação do espaço, conferindo-lhe agora mais dignidade e oferecendo melhores condições a quem se queira associar às cerimónias.
Presença firme, ano após ano, é a dos elementos da Associação de Especialistas da Força Aérea que cumprem assim o lema de «união e coesão na FA». Ontem, foi possível falar com um ex-piloto que entrou para a Força Aérea exatamente no ano do trágico acidente. Recordou com alguma emoção que um dos pilotos falecidos, o alferes Alfredo Fernandes Ventura Pinto, que faleceu com 25 anos, lhe proporcionou o seu batismo de voo. Em sua memória e dos restantes pilotos, o ex-piloto Luís Vieira da Silva marca presença nas cerimónias sempre que pode. Tal como outro ex-militar, Anselmo Simões, que foi sargento-chefe enfermeiro e ainda Fernando Marques, que exerceu a função de mecânico de rádio, como segundo sargento da Força Aérea.










