
AtrapalhArte faz 13 anos a sonhar com Escola de Teatro Musical em Coimbra
A AtrapalhArte quer criar em Coimbra uma Escola de Teatro Musical. Este projeto é apontado como um dos «grandes objetivos» da companhia de teatro que hoje assinala 13 anos de existência e que, querendo manter a sua missão inicial: chegar às escolas e aos mais novos, quer tornar maiores os sonhos que a movem no futuro. Quem o diz é Diogo Carvalho, ator e produtor, natural de Coimbra, que no início deste ano assumiu a gestão da companhia de teatro.
Criar, em Coimbra, uma Escola de Teatro Musical é, para o responsável «urgente e necessário», principalmente tendo em conta a necessidade de dar resposta ao interesse de cada vez mais jovens por esta vertente do teatro, sem ter que os “obrigar” a ter de procurar formação em Lisboa ou no Porto, como acontece neste momento.
«Coimbra tem talento, tem sede de cultura e merece esta oportunidade», confirma o ator que, em dia dos 13 anos da AtrapalhArte, partilha com o Diário de Coimbra, «a visão de futuro» que pretende para a companhia de teatro, que nasceu a 12 de julho de 2012, também dos sonhos e da paixão de Paulo Ribeiro, então perfeito do Colégio São Teotónio, e três alunos do Curso Profissional de Interpretação da instituição: Fernando Alves, Diogo Geraldes e Ricardo Figueiredo.
«Hoje celebramos não apenas 13 anos de história. Celebramos a coragem de quatro sonhadores do Colégio São Teotónio. Celebramos o compromisso de quem ficou e de quem chegou. Celebramos a alegria que levamos a tantas escolas e, acima de tudo, o poder transformador do teatro», resume Diogo Carvalho, prometendo manter a essência da AtrapalhArte e «a missão de levar teatro às escolas, com um repertório cuidado, pedagógico e divertido, que dialoga com os programas escolares e promove o gosto pela literatura e pelas artes performativas», mas também encontrar para ela novos caminhos.
AtrapalhArte continuará a levar teatro até às escolas, com espetáculos novos e outros que já fazem parte do cartaz da companhia
Um deles é precisamente o do teatro musical, área de formação de Diogo Carvalho e que será um dos grandes desafios da AtrapalhArte já neste e próximo ano. Enquanto não se concretiza o projeto “maior”: a escola dedicada a esta vertente do teatro, em Coimbra, vão ser abertas em breve «audições nacionais para descobrir os próximos intérpretes da AtrapalhArte», como cantores, atores e bailarinos. «Vamos investir na formação de novos talentos, alargando a nossa oferta educativa a faixas etárias mais amplas e a públicos, mais integrada no universo do teatro musical», acrescenta o responsável.
Tudo para que se concretize aquela que é, de acordo com Diogo Carvalho, a primeira missão da AtrapalhArte ao longo destes 13 anos e que assim continua a ser: «levar o teatro onde ele mais precisa de estar: perto das pessoas».
São vários os espetáculos em carteira, para públicos de todas as idades (ver texto nesta página), mas esta missão também se concretiza com o Serviço Educativo e Formação, que «será reforçado» e incluirá «sessões regulares de expressão dramática» para todas as idades, assim como também oficinas temáticas, formações de professores e Campos de Férias de Verão que, em 2026, será focado no teatro musical, confirma o responsável.
«É nestas pequenas sementes que se escondem os grandes artistas de amanhã», considera Diogo Carvalho, anunciando para breve um workshop de jazz, com um bailarino que integrou o musical Wicked. Será o primeiro de vários artistas que a AtrapalhArte irá acolher ao longo do ano. «Tudo com o objetivo de oferecer formação de qualidade e criar um verdadeiro centro de teatro musical no coração do país», remata.

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