
Espólio do túmulo de D. Dinis proposto para classificação patrimonial
De acordo com um anúncio publicado hoje em Diário da República, datado de 30 de junho e assinado pelo presidente da empresa pública Museus e Monumentos de Portugal, Alexandre Pais, é proposta a classificação dos dois túmulos, com base num parecer da Secção dos Museus, da Conservação e Restauro e do Património Cultural Móvel.
Os interessados têm agora 30 dias para se pronunciar.
No começo deste ano, o prazo para a conclusão do processo de classificação do espólio do túmulo do rei D. Dinis (1261-1325), aberto em agosto de 2023, tinha sido alargado até agosto.
O processo foi aberto em 2023, pela então Direção-Geral do Património Cultural, assinalando que "a proteção e valorização [do espólio do túmulo] representam valor cultural de significado para a Nação".
O túmulo de D. Dinis, no Mosteiro de Odivelas, no distrito de Lisboa, foi aberto em 2020, revelando uma espada, uma fivela em prata e vários têxteis.
O túmulo foi encerrado a 28 de junho de 2023 no Mosteiro de Odivelas e, na altura, a arqueóloga Maria Antónia Amaral, uma das responsáveis pelo estudo em curso sobre o monarca e o seu espólio, indicou à agência Lusa que propôs a classificação do manto e da espada ali encontrados como tesouros nacionais.
Segundo a arqueóloga, os restos mortais do rei foram estudados por uma equipa de Antropologia, e há ainda o espólio associado ao monarca e ao infante – um dos netos de D. Dinis, que também está sepultado no mosteiro – que precisa de ser estudado, e serão produzidas ainda análises, datações, inventários, relatórios e artigos científicos.









