Visto de dentro | Portugal: que futuro, já amanhã?
Sem que quase se tivesse dado conta do facto na nossa comunicação social, o Tribunal de Contas Europeu (TCE) divulgou a dependência dos investimentos públicos (IP) dos fundos europeus nos países da União.
A generalidade dos portugueses já teria a ideia de que grande parte dos IP estaria dependente dos fundos europeus. Mas o nível dessa dependência que agora se conheceu é verdadeiramente chocante e levanta diversas questões sobre o nosso futuro colectivo, qual delas a mais séria e preocupante.
O ranking do TCE apresenta Portugal como o país onde o IP é mais dependente dos fundos europeus, com um valor de 90%. A seguir surge a Croácia com 69% e a Lituânia com 67%. Há apenas sete países com um valor superior a 50%, sendo todos antigos países da Europa de Leste, os últimos a entrar na União, com a excepção do nosso país. A média comunitária é de 14% e a nossa vizinha Espanha apresenta um valor de 25%. Na realidade, o Estado português está completamente viciado nos fundos europeus.
Toda a gente, a começar no Presidente da República, fala na necessidade de gastar completamente o pacote do PRR, que veio compensar (em parte) a falta de IP, mas ninguém fala em gastar bem
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