
“Nó” dado: Casamentos da Rainha Santa Isabel trouxeram felicidade a Coimbra
De "boleia" única para um dia muito especial, chegaram os noivos e noivas que, em domingo de Rainha Santa Isabel, se casam com a sua bênção. Jorge Afonso e Tânia Marques, Vítor Pedrosa e Bruna Ferreira, João Lima e Débora Cortez, Telmo Catarino e Ana Dinis, e Luís Abreu e Rita Santos, foram os felizardos que, ontem, "deram o nó" no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova.
Foi perto de uma centena de pessoas que se juntaram para assinalar a bela cerimónia, entre familiares, amigos e curiosos que visitavam (ou tentavam visitar) o espaço. Com alguma surpresa, turistas questionavam a situação do lado de fora do Mosteiro, mas rapidamente sorriam e deixavam uma mensagem de felicidade pelos noivos. Mesmo assim, foram vários os que se deixaram levar pela curiosidade e acabaram por entrar na igreja.
Entre a animação dos convidados e a emoção dos "casados de fresco", a cerimónia foi radiante, em todos os aspetos. A frescura dentro da igreja contrastava com o calor da rua e, aos poucos, atraiu todos para o seu interior. Serenos e com grande interesse, os convidados ouviram uma missa dedicada não só à Rainha Santa, mas, especialmente, a quem se casou perante ela.
Ligação matrimonial foi valorizada durante a cerimónia, que relembrou a importância do apoio do casal em todas as situações
Em homilia, foi relembrada a ligação entre homem e mulher, deixando um lembrete. «Por vezes amar é difícil. Somos tentados e o pecado tenta corromper o corpo, porém, é aí que matrimónio se difere. É uma união de corpo e alma, inviolável». Durante o momento especial foi também enaltecida a felicidade «singular» e a sua importância. «Os momentos importantes não são apenas acontecimentos singulares, mas sim os que motivam todos os outros. O matrimónio é um desses momentos», realçou o padre durante a missa.
Durante a leitura dos votos e das “aceitações”, mesmo com algumas falhas na voz, pelo nervosismo, a cerimónia matrimonial terminou da melhor forma e os cinco casamentos realizaram-se sob os olhos de Deus, da Rainha Santa e de todas as testemunhas. Houve, ainda, tempo para o batismo do menino José, antes do término da festa.
Bolo e brinde
Com a festa já em movimento, o bolo foi dividido nos claustros do Mosteiro, sob o olhar atento de alguns convidados e de José Manuel Silva, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, que acompanharam os casados de perto.
Com um brinde em conjunto, as mulheres foram "homenageadas" e, juntas, ergueram os copos em comemoração do momento único e especial na sua vida.
No meio da festa um dos copos em riste quebrou, mas nem a situação travou a comunhão entre familiares e amigos que, apesar de estarem no local por pessoas diferentes, criaram, agora, uma nova ligação. Os cinco laços que se ataram ontem uniram, não só cinco casais distintos, mas construíram uma nova família, atravessada pela Rainha Santa Isabel.
Procissões da Rainha Isabel com continuidade até domingo
As Festas da Cidade de Coimbra e de celebração da Rainha Santa Isabel continuam com um cartaz repleto de várias atividades, estando, até domingo, em destaque as duas procissões que ainda vão decorrer em honra da padroeira da cidade.
No dia 10 de julho, quinta-feira, será celebrada a Procissão de Penitência. Com início pelas 18h00, o momento começa com uma missa solene, da qual se seguirá em procissão, na Igreja do Convento de Santa Clara-a-Nova. Pelas 22h30 será efetuada uma sessão de boas-vindas com cântico, junto do Largo da Portagem, que coincide com o lançamento de fogo de artifício, no mesmo local.
Alguns dias depois, para fechar o fim de semana, a 13 de julho (domingo), realiza-se a Procissão Solene de Regresso. Neste evento será possível, às 16h00, assistir a uma missa presidida pelo bispo de Coimbra, Virgílio Antunes, que antecede a saída da procissão, na Igreja do Mosteiro de Santa Cruz.
De relembrar que as Festas da Cidade e da Rainha Santa iniciaram-se no dia 4 de julho, dia da cidade, que contou com uma missa solene da Real Ordem de Santa Isabel, na Igreja do Convento de Santa Clara-a-Nova, sendo sucedida (ontem), pelos casamentos e pela recriação histórica da chegada de peregrinação da Rainha.











