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"Conseguirmos atingir este 4.º lugar é gratificante"

Paulo Freixo | Selecionador distrital feliz por ter levado Coimbra ao 4.º lugar do prestigiado Torneio Lopes da Silva. O técnico recorda o percurso como jogador e como treinador e a ligação da família à modalidade. Humildade e espírito de família não podem faltar no balneário que lidera

Diário de Coimbra | Que balanço é que faz da campanha da seleção do Coimbra no Torneio Lopes da Silva?
Paulo Freixo | Um balanço muito positivo. O lugar que ocupámos é brilhante. No ano passado, tínhamos ficado em 11.º lugar e este ano conseguimos um 4.º lugar atrás de Lisboa, Braga e Porto, que são seleções formadas por atletas de clubes grandes, como Benfica, Sporting, FC Porto, Braga ou Guimarães e estes com equipas B no Nacional o que lhes dá um conhecimento do jogo e uma preparação muito maior do que aquela que as nos­sas equipas acabam por ter. Aqui na zona, tivemos três equipas a disputar o Campeonato Nacional: Marialvas, Vigor e Académica. A Académica forma­da toda à base de jogadores Sub-15, que já não contavam para esta seleção, que é Sub-14. O Vigor tinha alguns jogadores Sub-14 e três integraram esta seleção, e o Marialvas outros tan­tos que também foram incluídos na seleção. Se formos a ver as campanhas dos nossos clubes, o Marialvas e o Vigor desceram e a Académica subiu mas sem jogadores Sub-14. Nós, ao entrarmos num torneio desta envergadura, com o grau de dificuldade que tem e com uma equipa com muitos jogadores com pouca experiência de nacional, conseguirmos atingir este 4.º lugar, obviamente que é gratificante.

Qual era a meta que tinha definido com os jogadores?
Jogo a jogo. Pensámos sempre jogo a jogo, e procurar ganhar o próximo e fomos sempre assim. Começámos mal, empatámos 0-0 com Ponta Delgada quando no ano passado tínhamos vencido por 8-1. Sentámo-nos todos num quarto e estivemos todos a falar. Eu, o Amaro, o Aurélio e os jogadores. O que lhes dissemos foi que aquilo não era a nossa imagem, aquilo não era aquilo que nós já sabí­amos fazer e que no jogo a seguir tínhamos que provar que éramos bem melhores que aquilo. A partir daí, foi jogo a jogo e os miúdos foram acreditando na ideia que nós lhes íamos transmitindo, foram acreditando o nosso trabalho e depois conseguimos criar laços entre todos e nisto isso é fundamental. O nosso presidente brinca com os miúdos de uma forma salutar, o nosso roupeiro está sempre na brincadeira com toda a gente e isto vai criando laços. Nós, os treinadores, claro que impusemos regras, que foram aceites e serviram sobretudo para unir o grupo. Portanto, nós, quando havia uma hipótese de estarmos juntos, tínhamos a equipa toda no nosso quarto à conversa connosco e acredito que essa ligação acabou por nos transportar para um patamar superior.

Dentro das dificuldades com as quais contava, na avaliação final dos atletas acha que eles corresponderam às expectativas que tinha?
Sem dúvida. Eu acho que a forma como eles iniciaram os primeiros treinos na seleção e aquilo que eles ganharam e têm hoje após este torneio torna-os bem diferentes. Todos eles têm uma experiência distinta e ganharam ferramentas que vão ser úteis na carreira desportiva e no saberem estar enquanto homens. Enquanto jogadores, evoluíram e quando foram selecionados era o que previa que iria acontecer.

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Julho 3, 2025 . 10:02

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