
Miranda do Corvo vai estrear novo Centro Tecnológico já no próximo ano letivo
Miranda do Corvo deu um «passo fundamental para o futuro» do território, apresentando «duas respostas que surgem no tempo certo face aos desafios» que o mundo enfrenta atualmente, “rasgando” novos horizontes e oportunidades para os futuros alunos.
A afirmação partiu da vice-presidente da Câmara Municipal a propósito da apresentação do CTEER – Centro Tecnológico Especializado de Energias Renováveis, um centro de formação profissional que o Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo vai estrear no início do ano letivo 2025/2026 e que vai ficar instalado na Escola Básica e Secundária José Falcão.
«Uma infraestrutura de excelência dada à investigação, inovação e à realidade sustentável», sublinhou Marilene Rodrigues, destacando a «visão estratégica do Agrupamento de Escolas» em apostar em dois cursos profissionais de «elevada empregabilidade», face à escassez de mão de obra especializada no setor.
O CTEER vai formar alunos nos cursos de Técnicos Instaladores de Sistemas Térmicos de Energias Renováveis e Técnico/a Instalador/a de Sistemas Solares Fotovoltaicos, ajustando, desta forma, a «oferta educativa às reais necessidades das empresas da região».
Os cursos têm a duração de três anos, incluem formação em contexto real de trabalho e conferem equivalência ao 12.º ano e diploma profissional de nível IV, reconhecido em toda a União Europeia e foram «desenhados para dar resposta à crescente procura de técnicos qualificados em energias limpas».
Cursos são "duas respostas que surgem no tempo certo face aos desafios" que o mundo enfrenta
Com oficinas técnicas, equipamentos tecnológicos de última geração e uma abordagem centrada na prática, o CTEER oferece formação adaptada às necessidades reais do mercado. A ligação a empresas da região garante que os alunos aprendem com base em experiências concretas, através de estágios desde o primeiro ano, aproximando a escola do mundo ao trabalho.
O investimento neste Centro Tecnológico, segundo José Manuel Simões, ascende aos «1,1 milhões de euros», financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e encontra-se neste momento «em fase de receção de equipamento para instalação».
«O CTEER surge para ser muito mais que um centro de investigação, “nasce” para ser um ponto de interação entre realidades», precisou o diretor do Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo.
«É fundamental que a escola se apresente como uma solução integrada, aberta e atenta às necessidades da região. Queremos cada vez mais preparar jovens para soluções de empregabilidade com futuro e com a mais alta qualidade, as quais passam pela sustentabilidade ambiental», destacou o responsável.

As câmaras municipais de Miranda do Corvo, Lousã, Penela, Arganil e Vila Nova de Poiares, empresas especializadas em energias renováveis, como a Piclima, a AllClima e o Centro de Biomassa; os Institutos Politécnicos de Coimbra, Leiria, Castelo Branco e Guarda bem como vários agrupamentos de escolas, fazem parte desta rede que sustenta o funcionamento do Centro Tecnológico Especializado e reforça a sua ligação ao território.
Além de formar profissionais altamente qualificados, o CTEER afirma-se como um instrumento de desenvolvimento regional. Ao promover a fixação de jovens, reforçar a economia local e apoiar a transição para fontes de energia mais sustentáveis, o centro assume um papel ativo na construção de um futuro mais qualificado, mais justo e mais verde.










