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Feira do Livro cresce e prova que ainda há quem adore ler, principalmente os mais jovens

Livreiros terminam mais uma edição da feira felizes por ver tantas pessoas que procuram livros. Romance, ficção, livros infantis e livros antigos foram os mais procurados pelos visitantes

O calor “apertou” este fim de semana, mas mesmo assim houve quem trocasse a praia por uma última visita à Feira do Livro de Coimbra, que teve o epicentro na Praça do Comércio e se espalhou por algumas zonas da baixa da cidade.

Terminou ontem mais uma edição deste evento que tem crescido na cidade e com isso tem conseguido captar cada vez mais leitores e visitantes, pelo menos é essa a perceção de alguns livreiros com quem o Diário de Coimbra conversou ontem à tarde.

«Os primeiros três dias de feira correram muito bem, durante a semana há sempre menos visitantes, mas hoje [ontem] o calor é muito e compreende-se que as pessoas não venham», observou Liliana China, da Livraria Casa do Castelo.

«As maiores críticas que vamos ouvindo da parte dos visitantes é que este local é muito quente», disse. Com muitas edições da Feira do Livro feitas, Liliana China confessa que preferia quando se realizava no Parque Manuel Braga.

 

P6 Último Dia Da Feira Do Livro Fig 26

Já Luís Freches, da Livros de Sonhos, diz, ao nosso jornal, que preferia a Feira do Livro quando se realizava na Praça da República, contudo, deixa elogios a esta edição. «Correu muito bem mesmo, apesar do calor o balanço é positivo», assegura. «Saímos com os livros à rua, houve muitos visitantes e vendemos muitos livros», afirmou.

Dedicado ao mercado de livros infantis, Luís Freches garante que «os livros infantis vendem-se sempre e que não são substituídos por outros formatos». «Ainda bem», conclui. Sem um espaço físico aber­to ao público, Luís Freches vende os seus livros infantis através das redes sociais e também nas cerca de dez feiras em que participa anualmente, cin­co das quais são na ilha da Madeira. «Comecei no Círculo de Leitores e depois comecei a dedicar-me aos livros infantis, talvez por causa dos meus filhos», contou.

Umas bancas à frente, Zita Urbano, representante da Rota do Livro, tentava fazer frente ao calor dos últimos dias, que na sua visão afastou visitantes durante o dia. Porém, «o balanço é mui­to positivo», salientou.

«Há muitos anos que fazemos a Feira do Livro de Coimbra e continuamos a preferir esta localização apesar do calor que se faz sentir, porque há mais clientes aqui do que havia no Parque Manuel Braga, por exemplo», afirmou. Confessa que nos dias de maior calor, as noites têm sido «ótimas para as vendas».

 

"Correu muito bem mesmo, apesar do calor o balanço é positivo", assegurou um dos livreiros presentes

A forte adesão à Feira do Livro é um sinal positivo para as editoras, comerciantes, livreiros e amantes da literatura de que o livro físico não morreu. «Apesar de dizerem que as pessoas não leem não é, de todo, verdade, as pessoas continuam a gostar de livros e a comprar», garante. Nomeadamente os jovens, que nos últimos anos voltaram a ser um público-alvo das editoras. Entre romances, ficção, dramas e sequelas de sucesso, há cada vez mais leitores entre os mais novos.

Fenómeno que Liliana China atribui em parte às redes sociais. «As redes sociais e o facto de haver jovens que partilham os livros que lêem acaba por chamar a atenção e motivar mais pessoas a entrarem no mundo dos livros», conta.

Termina assim mais uma edição da Feira do Livro de Coimbra com muitos livros vendidos, sessões de autógrafos, apresentações de livros e com uma certeza por parte dos livreiros: os livros estão de boa saúde e recomendam-se.

Junho 30, 2025 . 07:45

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