
(Re) Descobrir Cernache através da Rota das Quelhas e Cortelhas e do CITA
Hoje foi um dia importante para a Freguesia de Cernache, como manifestou o presidente da Junta, Vitor Carvalho. O dia amanheceu fresco e convidativo a um passeio pela natureza e foi esse o desafio lançado à população, com a inauguração da Rota das Quelhas e Cortelhas (com concentração junto ao Museu Moinho das Lapas) e do C.I.T.A. – Centro de Interpretação do Território e Ambiente, na Nascente das Vendas da Pousada/Feteira.
Aí chegados, o sol já começava a adivinhar o dia quente que iria estar, porém, os participantes, entre os quais o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, não esmoreceram, e retomaram o percurso de cerca de 12 km. Criada pela Junta de Freguesia de Cernache, a Rota das Quelhas e Cortelhas está homologado e registado na “Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal” e na “Fédération Européenne de Randonnée Pédestre”, tendo como principal objetivo valorizar e dar a conhecer o património local.
Durante o percurso, os caminhantes têm a oportunidade de explorar as emblemáticas casas de pastor – tipicamente conhecidas como "cortelhas", cujas estruturas identitárias de pedra são testemunhos vivos de um passado rural; caminhar entre muros de pedra (as quelhas são caminhos definidos por paredes de pedra que em tempos ligavam terras e pessoas, mantendo viva a memória do nosso património) e conectar com a natureza, desfrutando das paisagens e da tranquilidade que nos envolvem.
Por sua vez, o CITA, nomeadamente através de uma exposição localizada no seu exterior, permite ao caminhante ou visitante de Cernache saber mais «acerca deste magnífico território, da sua história e do seu património», enalteceu o Vitor Carvalho. A concretização deste sonho só foi possível pelo envolvimento e empenho de diversas entidades, da comunidade, em especial Marco Cruz, técnico superior e historiador Marco Cruz, «peça fundamental no estudo e planeamento deste projeto».
Preservar e proteger o ambiente, promover compromissos com as metas da Agenda 2030 e com os objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, de forma a salvaguardar e afirmar o património natural, histórico, paisagístico e cultural, como um “capital comum”, promover a mudança social, o desenvolvimento local e a qualidade de vida da população, são alguns dos objetivos dos dois projetos.











