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Satélites construídos numa Coimbra cada vez mais à conquista do Espaço...

Depois de ter sido “novidade” na segunda edição do Coimbra Invest Summit, este que é um dos quatro clusters fundamentais tem-se afirmado e atraído cada vez mais investimento ao concelho. O potencial do Espaço será debatido na 3.ª edição do evento, que decorre dias 2 e 3 de julho no Convento São Francisco

Nos próximos meses, o Espaço terá a sobrevoar satélites “made in” Coimbra. O projeto é da responsabilidade da Open Cosmos, uma empresa multinacional que escolheu o Instituto Pedro Nunes (IPN) para instalar a sua incubadora, e que ali tem um espaço completamente controlado, onde estão a ser montados três satélites que farão parte da constelação de satélites que fará monitorização do Atlântico.

«É um projeto muito destacá­vel para o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) português, e que vai ser muito importante para, por exemplo, monitorizar rotas marítimas e não só. Vai permitir gerir e trabalhar um conjunto de informações a partir de Portugal», resume Jorge Pimenta, diretor de Inovação do IPN, convidado a falar num «setor muito diferencial e diferenciado» que Coimbra tem vindo a conquistar.

O projeto da Open Cosmos será um dos que estará em destaque na edição deste ano do Coimbra Invest Summit, que decorre nos dias 2 e 3 de julho no Convento São Francisco e voltará a ter o Espaço como um dos seus clusters principais. «Coimbra está a acumular conhecimento nesta área», avança Jorge Pimenta, sublinhando o facto do IPN liderar, desde 2014, o primeiro Space Solutions Centre da Agência Espacial Europeia (ESA), entre os 21 centros existentes na Europa, por, nos últimos anos, acolher «um conjunto de startups» na área, e de estar, como acontece agora, a atrair novas empresas ligadas ao setor do Espaço, que se juntam às «históricas» Space Technologies e Critical Software, também elas instaladas em Coimbra. Tal tem permitido que, a partir daqui, se desenvolvam vários e importantes projetos nesta área e justifica que o Espaço tenha local de destaque num evento que pretende mostrar as potencialidades e captar investimentos para o concelho.

P4 Open Cosmos

 

No caso do Espaço - como aliás acontece nos outros clusters em destaque no Coimbra Invest Summit - «o know-how que sai da Universidade, através de investigadores, mas também dos alunos», e que se transfere para os projetos empresariais, faz com que de Coimbra saiam produtos e serviços nesta área com competitividade nacional e internacional», diz Jorge Pimenta.

«É importante que a cidade marque uma posição enquanto região que pode e tem condições para atrair investimentos», aponta o diretor de Inovação do IPN, não tendo dúvidas quanto à importância de um evento como o Coimbra Invest Summit para a afirmação e a atração de investimentos ao concelho. No cluster do Espaço, mas também nos outros que estarão em destaque nesta edição: Saúde, Tecnologia e também Turismo.

«O Coimbra Invest Summit tem uma importância enorme de visibilidade, de marcar posição, enquanto pólo de atração de investimentos, nomeadamente os baseados na tecnologia e no conhecimento», diz, recordando que «a concorrência é enorme e de nível mundial para a fixação de investimentos e de novas empresas». Na área do Espaço são várias - assim como os seus projetos, que se darão a conhecer.

Daí ser fundamental ter um evento, liderado pelo município, que tem como parceiros a Universidade, o Politécnico, o IPN e o iParque, como acontece com o Coimbra Invest Summit

Junho 28, 2025 . 09:30

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