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"A vontade dos jogadores fez toda a diferença"

Picasso | Treinador conduziu o futsal do União 1919 à conquista da Divisão de Honra AFC e da Supertaça. Pelo meio celebrou a subida à 3.ª Divisão. André Santos, como consta no registo, explica a época de sucesso dos unionistas, a origem da alcunha e o percurso que tem trilhado

Diário de Coimbra | Campeão da Divisão de Honra e vence­dor da Supertaça. Concorda que esta é uma época de enor­me sucesso?
Picasso | Sim, acho que foi uma época de enorme sucesso para o futsal do União. O objetivo desde que começou a época era que tínhamos de ganhar o campeonato para podermos ir disputar a Taça Nacional e aí termos a possibilidade de disputar aquilo que era o objetivo principal para este ano: a subida de divisão. Conseguimos aquilo que eram os nossos objetivos desde o início.

Quando sentiu que a equipa estava mesmo destinada a conquistar o título?
Nós tivemos ali um período, na altura de dezembro/janeiro que coincidiu também com as festividades e no qual tivemos o nosso pior momento da época. Isso coincidiu com altura em que apanhávamos os nossos adversários diretos na primeira volta e mexeu ali um bocadinho com o grupo. No Chelo eles empataram a acabar o jogo, perdemos com o S. João a um segundo do fim e temos a primeira derrota em casa com a Academia. Isso abalou um bocadinho a equipa. Voltámos a re­unir as “tropas”, voltámos a falar e a conversar sobre aquilo que realmente eram os nossos objetivos e depois dessa fase senti que a equipa queria muito isto, porque acabámos por ser muito mais responsáveis em determinadas situações do treino, no próprio do jogo e comprometimento que tínhamos definido desde o início da época. A partir daí, arrancámos para uma segunda volta inacreditável e chegámos à fase final diante dos nossos adversários diretos e acho que nos apresentámos melhor do que eles. Estávamos num momento muito bom e isso fez toda a diferença.

Que avaliação faz a esta edição do distrital?
Eu não tinha ainda bem noção do que era um campeonato distrital. Foi o meu segundo ano. No projeto da Academia em que os objetivos eram completamente diferentes, era um projeto de potenciar o clube, a formação e não tínhamos a obrigatoriedade de ganhar. Vinha muito de uma realidade na­cional, não só porque a minha primeira experiência de treinador foi logo no Nacional da 2.ª Divisão, mas também porque como jogador joguei sempre na 1.ª e na 2.ª Divisão. Quando me apercebi que este ano seria um campeonato de regularidade acabei por ficar agradado porque acho que faz todo o sentido o campeão ser o melhor clube das jornadas todas, isto é, o campeão de regularidade. Enquanto nos outros anos eu via que chegava ali a janeiro, fevereiro, os clubes que ficavam ali nos quatro primeiros tinham a primeira parte resolvida e se calhar acabavam por relaxar um bocadinho e voltavam a focar-se depois na fase final, o que permitia muitas vezes equipas que ficavam em quarto lugar poderem ser campeãs. Este ano, sabia que tínhamos de ser muito regulares para sermos campeões e acho que foi um campeonato, a meu ver, justo, mas muito complica­do, muito difícil, em que tivemos de estar sempre muito focados e sabíamos que não podíamos relaxar em nenhum momento, porque não havia margem de erro. É o formato mais justo para se apurar um campeão e penso que é a forma como de­ve continuar a ser feito este campeonato.

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Junho 26, 2025 . 08:05

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