
Prova convida a descobrir Orientação e... Cantanhede
O mapa começou a ser preparado em janeiro e está praticamente pronto. Domingo, o convite é para pegar nesta ferramenta e participar no Cantanhede City Race. O encontro está marcado para as 10h00, no Parque Verde. São nove percursos pedestres diferentes, com 49 postos de controlo à escolha dos participantes. O mais curto, para principiantes, tem 1.800m, o mais ousado, para atletas credenciados, apresenta 9.200m. Ao final da tarde estavam inscritos 21 clubes, o que representa pouco mais de duas centenas de participantes, entre os quais 60 a 70 federados. Todavia, as inscrições só terminam amanhã. Hoje, na apresentação do evento, o vereador Adérito Machado e Carlos Ferreira, presidente do Clube de Aventura da Bairrada, responsável pela organização, deixaram um desafio às famílias para se juntarem, domingo, à grande festa da Orientação.
Carlos Ferreira sugeriu mesmo a troca da tradicional ida ao supermercado em família pela participação no evento, optando por um percurso simples. Nem sequer é preciso bússola (basta o sol), assegura este experimentado campeão mundial, natural da Cordinhã, que apresenta o participante mais novo na prova, uma criança de 4 anos (que vai acompanhado e até aos 12 anos não há competição, esclarece), e o mais velho, que tem 83 anos. «Qualquer idade é boa para começar», garante o veterano atleta, que alerta para o “escalão open”, que permite a participação de “pares” e de famílias, com três percursos definidos para os “iniciados” ou com menos “traquejo”. Quem ainda não fez de todo a experiência, tem ainda uns dias para se deslocar ao Parque Verde – onde também começa e acaba a prova de domingo -, solicitar o mapa, descarregar a aplicação e testar as suas capacidades num dos quatro percursos pedestres que o Clube Aventura da Bairrada já elaborou para o Município de Cantanhede.
«A Orientação é um vício», garante Carlos Ferreira, cuja esposa é campeã ibérica e os filhos praticantes credenciados. «É um desporto especial», salienta, por seu turno, Adérito Machado. «Exige capacidades de interpretação e promove o desenvolvimento cognitivo e físico», sintetiza o vereador da Câmara de Cantanhede, elogiando a «conjugação feliz» das suas vertentes, que permite, em rigor, cumprir o grande desafio: mente sã em corpo são! «É um desporto com pés e cabeça», adianta Carlos Ferreira, que sistematiza os benefícios, particularmente em termos intelectuais, decorrentes da prática da Orientação. Com efeito, promove a capacidade de interpretação, a memorização, compreensão e análise, o raciocínio e a sintetização, sendo, também, um instrumento para promover a capacidade de «decidir e aturar em fração de segundo e em ambientes desconhecidos». Razões que, disse, levam muitas empresas a promover este tipo de atividade junto dos seus quadros. «Com um mapa, vamos a qualquer lado», diz Carlos Ferreira, um atleta que passou pelo futebol, pelo andebol, pelo xadrez, entre outros desportos e foi radicalmente conquistado pela Orientação, pelos benefícios que representa, não apenas do ponto de vista desportivo, mas como escola de vida.
A natureza, a floresta, constituem o espaço de eleição para esta prática, mas domingo, os participantes no Cantanhede City Race têm encontro marcado com a cidade, numa versão diferente, que pretende ser, também, uma oportunidade para «promover a História e o património», apresentando os monumentos, as ruas e praças de uma forma diferente. «É uma prova dentro da cidade, que vai estar a funcionar normalmente», sublinhou o vereador. Significa que não há estradas cortadas, nem fitas a assinalar o percurso. Há, isso sim, um mapa com todas as indicações, que é preciso saber ler e interpretar, de forma a que, depois de escolher o percurso e o objetivo a atingir, traçar o trajeto mais curto para lá chegar.










