
Preparação para obras de saneamento em Matas arranca na próxima semana
Foi ontem assinado o auto de consignação da empreitada para a ampliação da rede de drenagem de águas residuais domésticas na localidade de Matas, em Marinha das Ondas. Celebrado entre o Município da Figueira da Foz e as empresas Águas da Figueira e Margespi, o contrato em causa pretende, finalmente, avançar com as obras de saneamento há muito desejadas por várias localidades das freguesias de Marinha das Ondas e do Paião, na Figueira da Foz, e de Louriçal, em Pombal.
A preparação para o início dos trabalhos acontece já na próxima semana, a fim de se arrancar com a execução da obra ainda na primeira semana de julho, garantiu Sérgio Estevão Duarte, da Margespi. Quanto aos constrangimentos no trânsito, asseverou que estão «totalmente comprometidos em criar as melhores condições para todos». De salientar que o valor da empreitada é de 3.639.796,52 euros, devendo ser executada num prazo de 540 dias.
Numa extensão de 7,5 quilómetros, com 10 estações elevatórias - que irão incluir sistema inteligente de deteção e controlo de obstruções e sistema de autolimpeza - e com ponto de entrega na ETAR de Borda do Campo, a intervenção irá abranger as localidades de Matas do Louriçal, Matas, Cipreste, Serrião Alto e Torneira. No total serão 210 ramais domiciliários na Figueira da Foz e 90 em Pombal, como explicou João Damasceno, diretor geral da Águas da Figueira. «Este é um serviço público que é essencial, como é o caso do saneamento», afiançou, por sua vez, Altino Barbosa da Conceição, vogal do Conselho de Administração da empresa, comentando que «é com todo o gosto» que a Águas da Figueira integra este projeto e ambicionado que «a obra corra como está projetada».
Valor da empreitada é de 3.639.796,52 euros, devendo ser executada num prazo de 540 dias
«Há 12 anos que estou nesta missão, mas o importante é acreditar. Demos hoje todos um passo extremamente importante». As palavras foram de José Manuel Marques, presidente da Junta de Freguesia do Louriçal, com quem o presidente da Junta de Freguesia de Marinha das Ondas corroborou a opinião. «É com grande orgulho e com muitas horas sem dormir que estamos aqui. Foram mais de três anos de luta», frisou José Alberto Suzana, comentando que «o importante é que venha a obra».
«Isto realmente foi um projeto de cooperação», evidenciou, por seu turno, Isabel Marto, dando conta que «o que interessa não são as fronteiras, são as pessoas». Depois de vários entraves por «questões técnicas», a vice-presidente da Câmara de Pombal afirmou que o dia de ontem foi «motivo de alegria».
Já o presidente da Câmara da Figueira da Foz aproveitou para dizer que lhe «calhou em sorte», há 25 anos, aquando do seu primeiro mandato, fazer o contrato de concessão entre a autarquia e a Águas da Figueira. «Desde então muitas foram as obras realizadas no concelho», referiu Pedro Santana Lopes. De acordo com o autarca, na altura, a rede de saneamento no concelho era muito baixa, rodando os cerca de 20%, enquanto em 2001 já ultrapassava os 70%, dando conta que, no geral, tentou sempre fazer a «equivalência» de investimento entre a zona urbana da cidade e o resto do concelho.
«Se não tivéssemos feito a revogação deste acordo, esta obra não seria possível avançar», indicou Pedro Santana Lopes, revelando que estavam esgotadas as verbas ao abrigo da concessão. «Se há obras que temos alegria em adjudicar é esta. Dizem que não dá votos, mas é a mais importante», rematou o autarca.











