Revolta populista
Há analistas políticos que defendem que estamos a viver uma revolta populista. Um movimento especialmente sentido nas democracias ocidentais que tende a colocar em crise a democracia, as liberdades e o estado de direito.
As razões são várias e, surpreendentemente, ocorre nos regimes democráticos e nos estados de bem estar (welfare state). É a liberdade a ser atacada por dentro, por aqueles que dela usufruem, dando a ideia de que estão fartos dessa mesma liberdade.
Estancar e combater essa revolta não é tarefa fácil. Reconhece-se a necessidade de instituições políticas e sociais sólidas e competentes; duma comunicação social isenta e imune a notícias falsas, preocupada com um escrutínio fundamentado e sério; e, sobretudo, uma capacidade individual de procura da verdade e de resistência ao boato, à intriga e à propagação de absurdas teorias da conspiração.
Um dos momentos cruciais aproveitados pelos populistas e em que somos testados individual e coletivamente, ocorre durante os atos eleitorais. E se numas eleições autárquicas há uma proximidade entre candidatos e eleitores, que pode ajudar a desmontar proclamações populistas a verdade é que os tempos acelerados e complicados que vivemos não ajudam à serenidade necessária.
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