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Marchas Populares enchem de cor, ritmo e tradição “coração” de Coimbra

Cernache, APPACDM de Soure (convidada), São Martinho do Bispo, Arregaça, Marcharte (Cernache), Cegonheira e Vilamar (convidada) desfilaram na Baixa da cidade promovendo o bairrismo e o espírito de coesão intergeracional

As Marchas Populares voltaram ontem a sair à rua, enchendo de cor, ritmo e tradição o “coração” da cidade de Coimbra. Depois de no passado dia 9 de junho terem desfilado oito marchas, na noite de ontem foram seis que saíram à rua. Marchas de Cernache, APPACDM de Soure (convidada), São Martinho do Bispo, Arregaça, Marcharte (Cernache), Cegonheira e Vilamar (convidada) iniciaram o percurso na rua da Sofia onde cada grupo fez uma breve atuação (cerca de 8 minutos), seguindo depois para a Praça 8 de Maio, frente à Igreja de Santa Cruz, onde decorreu a apresentação principal (15 minutos), conduzida por Beatriz Roxo, que deu a conhecer os temas, músicas, letras, fatos e adereços de cada marcha. Daí, os grupos desfilaram pela Rua Visconde da Luz e pela Rua Ferreira Borges, terminando na Praça do Comércio, onde atuaram novamente durante 15 minutos.

Cada marcha escolhe o seu próprio tema — mantido em segredo até à estreia — e normalmente relacionado com aspetos das respetivas freguesias: profissões, lendas, histórias regionais e nacionais, promovendo o bairrismo e o espírito de coesão intergeracional, sendo compostas por elementos de todas as idades, de crianças a seniores.

As indumentárias e adereços concebidos especialmente para as atuações noturnas, são coloridos e vistosos, com destaque para brilhos e efeitos luminosos.

Manuela Pegado, de 68 anos, queixava-se pelo facto de estar há uma hora em pé à espera que as marchas chegassem à Praça 8 de Maio – o início do desfile que estava previsto para as 20h30 apenas começou uma hora mais tarde. «Já estou aqui há uma hora de pé e nunca mais começa», dizia à reportagem do Diário de Coimbra. «Fico cansada mas gosto tanto das Marchas Populares que vai valer a pena. Se for tão bonito como as outras» - o primeiro desfile decorreu a 9 de junho.

Desfile começou na rua da Sofia, seguiu para a Praça 8 de Maio onde decorreu a apresentação principal

Pedro e Joana, um casal de Mortágua, vieram de propósito a Coimbra para ver as marchas, uma vez que têm amigos na cidade e aproveitaram para passar o feriado na cidade dos estudantes.

O evento, este ano, teve a chancela da Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra, Câmara Municipal e União das Freguesias de Coimbra, tendo existido, conforme afirmou José Manuel Silva na conferência de imprensa de apresentação «um reforço do investimento nas Marchas Populares».

«Acreditamos no seu valor cultural e no impacto positivo que têm na dinâmica da cidade, no envolvimento das comunidades e na valorização das tradições locais», afirmou, a propósito o presidente da Câmara de Coimbra. A decisão de alargar o evento a duas noites e de criar um segundo palco principal permitiu, referiu o autarca, «dar ainda mais visibilidade ao trabalho desenvolvido pelas marchas e impulsionar a dinâmica económica e cultural da cidade, envolvendo moradores, comerciantes e visitantes».

A noite de ontem não registou tanta afluência como o primeiro desfile, no entanto, a alegria dos marchantes conseguiu contagiar o público que decidiu passear pelas ruas da Baixa de Coimbra.

Junho 19, 2025 . 12:15

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