
“Para onde caminhamos?” foi mote de discussão sobre o futuro
O livro mais recente de Paulo Júlio, ex-presidente da Câmara Municipal de Penela e integrante do Governo de Pedro Passos Coelho, foi apresentado numa cerimónia “solene” entre amigos e companheiros.
Uma antologia que regista várias crónicas relacionadas com momentos do país, ao longo de cerca de 11 anos, fez o público presente pensar no rumo português para o futuro.
«O livro está dividido em três partes, por assim dizer, Portugal, território e cidadania» explica o autor. Como “objetivo” principal Paulo Júlio indica que se quer «fazer um alerta cívico». «Temos de começar a tratar melhor as pessoas que dizem “sim” a cargos políticos. Não podemos tratar as pessoas em cargos políticos todas por igual», comenta o ex-autarca.
Ainda em conversa antes da sessão “formal” deixa uma “ponte” para a intervenção de Pedro Passos Coelho, com uma mensagem simples: «por vezes “pico-o” para um regresso à política. Mas não me parece que ele sinta que é o momento indicado».
Já versando sobre o seu antigo parceiro político e, agora, autor de mais uma obra, o ex-primeiro ministro, relembra que nem todas as pessoas foram talhadas para o serviço público, apesar de o servirem. «Devemos ter em consideração o trabalho do Paulo Júlio [nos seus momentos de serviço público] pois para além de um excelente profissional a nível pessoal e empresarial, entendeu da forma correta o profissionalismo e a postura necessária para integrar o serviço público», elogiou.
Ainda antes de terminar o seu discurso, o ex-ministro reforçou existir uma diferença no setor governativo português em relação aos restantes países da Europa, e incitou a que todos olhassem para “Para onde caminhamos?” com pensamento crítico e de olhos postos no passado, presente e futuro da nação.











