
De pastas “benzidas” os novos doutores levam a “esperança” do sucesso futuro
Em final de mais um ano letivo do Ensino Superior, cumpriu-se a tradição da Bênção das Pastas com grande união entre todos os estudantes. De curso em curso, as pastas foram agitadas bem alto e as fitas voaram, dentro e fora da Sé Nova de Coimbra.
Foram milhares os alunos que se juntaram, com familiares e amigos, para ouvir as palavras do bispo Virgílio Antunes. Em ano de jubileu, não foi possível escapar aos “lugares comuns” que, apesar de se repetirem, mantêm a sua atualidade e importância.
«Estes jovens são o futuro» indicou o bispo, «serão eles que vão solucionar as dificuldades, sem esquecerem os irmãos». Com os conflitos do mundo bem presentes, o clérigo de Coimbra explica que é preciso «dar a mão» ao próximo e «amar a todos», pois as lutas de «cada um diferente de nós, pode um dia ser a nossa».
Dom Virgílio Antunes sublinha a importância da “massa” de estudantes que se deslocou à Sé Nova, inferindo que não importava a razão de se deslocaram, mas sim o propósito final desse momento. «Se aqui estão é porque conseguem ver o horizonte, um horizonte final, têm isso vincado no coração». Em momento de “viragem” começa agora uma nova «peregrinação» na vida de cada um, que deve ser pautada pelo respeito, pelo amor e pelos maiores valores que se desenvolveram ao longo dos anos de curso. «Levam amigos, professores, formadores, para a vida. Não se devem esquecer de dar a mão quando for necessário».
Familiares e amigos uniram-se para celebrar as conquistas dos novos finalistas da cidade de Coimbra
Após a cerimónia houve algumas palavras dirigidas às famílias presentes, para que não se deixe de apoiar os jovens. O foco, porém, estava no regresso dos finalistas aos braços de familiares e amigos, que rapidamente se abraçaram e uniram.
No curso de Medicina, encontramos Gustavo Gomes, Dulce Iolanda e Fábio Mourão, que chegam ao fim de um percurso de seis anos. «É um momento muito marcante. É, no fundo, o culminar de uma etapa. Coimbra ficará como uma marca para sempre», indica Fábio Mourão. Para Gustavo, houve «dificuldades» e momentos «mais negativos», mas no final existe satisfação de partilhar o «final» com os amigos que ficam para a vida, até porque, como nos conta, «a vida começa agora».
Do lado de Dulce Iolanda a sua viagem foi diferente, tendo em consideração que três anos do curso foram realizados nos Açores, de onde é natural. «Houve vários desafios, que consegui ultrapassar, e agora é muito recompensante», explica a finalista.
Com muita música à mistura e um grupo de cerca de 30 pessoas à sua espera, o penichense João Completo, finalista de Ciências do Desporto, conta que é um dia especial. «É o culminar do fecho de uma etapa. A minha família juntou-se toda para poder marcar presença. É um grande privilégio para mim conseguir tê-los aqui neste dia tão especial».
A emoção da festa dissipou-se pelas ruas de Coimbra, mas continuará junto de todas as famílias e amigos.
Guerras e conflitos visados em discurso
Nos momentos finais em que se dirigiu aos estudantes na Sé Nova, o bispo Virgílio Antunes deixou um alerta para os perigos dos conflitos atuais e garantiu que as novas gerações «solucionarão o futuro» com amor.










