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Junho 14, 2025 . 09:35
"Portugal conquistou a Liga das Nações em futebol após derrotar a superpoderosa seleção espanhola, no desempate através da marcação de pontapés da marca da grande penalidade" | Texto de João Luís Campos

1. Futebol. Portugal conquistou a Liga das Nações em futebol após derrotar a superpoderosa seleção espanhola, no desempate através da marcação de pontapés da marca da grande penalidade. Um troféu que tem ainda mais valor tendo em conta os dois adversários ultrapassados nesta fase: a Alemanha que jogava em casa e a Espanha, campeã europeia em título, que não perdia há 24 jogos. Uma final em que os portugueses conseguiram, por duas vezes, recuperar de uma desvantagem e que terminou com Ronaldo em lágrimas por mais um título conquistado mesmo aos 40 anos.

2. Briosa. Ainda no futebol, mas por Coimbra, Joaquim Reis tomou posse, esta semana, como o 11.º presidente da Académica/OAF e definiu como metas a curto prazo a constituição de uma Sociedade Anónima Desportiva (para isso tem de resolver o problema da insolvência do OAF que está pendente em tribunal) e a construção de uma equipa que consiga ficar entre os primeiros quatro lugares na Liga 3 para depois se pensar na subida. Uma meta para a qual, com alguma surpresa, o novo elenco diretivo aposta na dupla (diretor desportivo/treinador) da última época em que os estudantes nem sequer entraram na disputa pela promoção à II Liga.

3. Justiça. Se na semana passada, depois da apresentação do elenco governativo, destaquei a urgência de uma efetiva Reforma do Estado, dois momentos desta semana reforçam a necessidade de se reformar – com igual celeridade – a Justiça. O Tribunal Central de Instrução Criminal decidiu que José Sócrates responda por mais três crimes de branqueamento ao mesmo tempo que teve de admitir a prescrição de vários crimes pois terão sido cometido há mais de 10 anos! Ainda esta semana, Álvaro Amaro e outros autarcas viram confirmada uma condenação referente a factos praticados há 17 anos!

4.Guns N’Roses. Coimbra voltou a passar, com distinção, no teste dos grandes eventos ao receber um concerto com cerca de 40 mil pessoas no Estádio Cidade de Coimbra. Apesar dos naturais constrangimentos no trânsito (área em que se pode sempre melhorar), a cidade voltou a mostrar que tem todas as condições para ser palco regular destes eventos que têm um impacto bastante positivo na economia local. Por isso mesmo não se percebe que a Câmara, na renegociação que fez da utilização do estádio do Calhabé, tenha chamado a si a exclusividade na organização de eventos naquele espaço. Algo que se vai a mais que tempo de corrigir. Já sobre o espectáculo em si, como em tudo, há quem diga bem e mal. Eu achei fantástico e se a voz de Axl Rose não é a mesma de há 30 anos o empenho da banda ao longo das três horas foi total. Terá faltado, sim, mais interactividade com o público mas essa não é propriamente uma imagem de marca deste estilo musical.

5.Expofacic. Já que falamos em “mega eventos”, foi esta semana apresentada a 33.ª edição da Expofacic uma feira que é referência nacional e que, como afirmou Helena Teodósio, ambiciona a quebrar a barreira da internacionalização, conquistando mais público e (e empresários) estrangeiro. De 31 de julho a 10 de agosto, todos os caminhos vão assim dar a Cantanhede numa edição que, como assume, anualmente, a autarquia vai ser a “a melhor e a maior edição de sempre”.

6. 10 de junho. As cerimónias do 10 de junho – as derradeiras presididas por Marcelo Rebelo de Sousa – ficaram marcadas pelo discurso de Lídia Jorge. «Por aqui ninguém tem sangue puro e a falácia da ascendência única não tem correspondência com a realidade», disse a escritora, numa mensagem anti-xenofobia que seria reforçada pelo presidente da República: «Somos uma mistura e ninguém se pode dizer mais puro». Recados feitos numa semana em que se registaram várias agressões associadas a movimentos neonazis. O tema do racismo, em Portugal, foi sempre desvalorizado e nunca encarado de frente, mas vai-se sempre a tempo…

7.Médio Oriente. A semana termina com más notícias no Médio Oriente com uma nova vaga de ataques ao Irão por parte de Israel. Uma ofensiva com cerca de 200 aviões que bombardearam instalações militares e nucleares, vitimando vários altos oficiais iranianos, bem como cientistas e outros civis. Netayahu justificou-se ontem a vários chefes de Estado e de governo internacionais com o alegado progresso de Teerão no fabrico de uma arma atómica. Uma escalada que volta a colocar em causa o verdadeiro papel da ONU (já para não falar na União Europeia) num mundo cada vez mais conflituoso.

Junho 14, 2025 . 09:35

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