Rio acima, sem motor
Coimbra perdeu peso político, deixou de ser um centro – só continua a sê-lo nos serviços, conhecimento e cultura –, e, porque não tem a escala de Lisboa ou do Porto, não pode ambicionar a ser como eles, só pode e deve [?] ser o primeiro centro de uma região policêntrica, o que implica passar a ser [!] o principal centro entre vários.
Esta é, em síntese (bem sei mal cozida de um ponto de vista sintático e com uma ‘imensa’ riqueza vocabular), parte de uma entrevista de Anselmo de Castro onde anuncia que vai reformar-se de vice-presidente da CCDRC, mas ficará a colaborar naquela Comissão porque...existem tarefas que gostaria de continuar a desempenhar. Se é para ser, assim, em favor de uma Beira paroquial, despida de anseios, sem capitalidade regional, para perseverar na defesa da tese política do dividir para reinar, mais nos valera, sem mais, ir gozar, por inteiro, a com certeza merecidíssima aposentação.
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