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Sensação de abandono e solidão em doentes oncológicos levou Cruz Vermelha a alargar apoio

Delegação da Cruz Vermelha da Figueira da Foz reforça o apoio psicológico, principalmente, junto de doentes oncológicos e famílias cuidadoras

A Delegação da Figueira da Foz da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) tem vindo a alargar a sua prestação de serviços no concelho ao longo dos últimos anos. Com a vertente social cada vez mais presente na sua área de atuação, a instituição está a reforçar o apoio psicológico à comunidade figueirense, mas não só. “Estamos a apoiar entidades de outros distritos que nos são indicados pela sede. São funcionários de empresas”, indicou Francisco Leitão, presidente da delegação da CVP na cidade, em declarações ao Diário de Coimbra.

Entretanto, no início deste ano, a sua equipa entendeu abrir um novo canal de apoio clínico-social. “Temos sentido, na nossa rede social e de forma crescente, um sentimento de isolamento, de desamparo, abandono e de dificuldades emocionais, físicas e financeiras a quem espera ou já foi diagnosticado e vive uma doença oncológica”, explicou. E foi nesse sentido que a CVP inaugurou este ano um Centro de Atendimento Psicológico com o intuito de “garantir a resposta necessária à lacuna existente”.

“A preocupação maior recai nas famílias. Os doentes acabam por ter sempre apoio, mas os familiares não. E no fundo é onde a carga maior acaba. Uma notícia destas descaracteriza logo uma família. Então achámos que devíamos acompanhar os utentes e os cuidadores”, argumentou Francisco Leitão, asseverando que “a saúde não dá resposta para isso”.
Refira-se que o apoio será possível de forma individual, casal, familiar ou em grupo, sendo satisfeitos o anonimato e a ligação com o assistente clínico e as respostas sociais internas e externas, sempre que necessárias. Este serviço está disponível pelo telefone 233 407 300, deixando para o efeito o nome e um número de contacto. A resposta será posteriormente feita por um psicólogo, que providenciará a marcação e o formato de acompanhamento.

“Neste momento estamos em contactos com entidades das adições e dependências”, avançou Francisco Leitão. De acordo com o responsável, “é uma resposta que também não há, que ninguém tem, mas que é uma resposta crescente”. Por conseguinte, quer pela realização da sua missão, quer para o cumprimento dos seus objetivos, a direção da CVP na cidade entendeu que também é uma necessidade dar apoio a toxicodependentes.

Por fim, o responsável avançou que a saúde também é uma aposta da delegação. “É uma área que vamos incrementar nas instalações. Não só para ter cá consultas, mas também serviços de tratamentos para enfermagem”, referiu.

Junho 10, 2025 . 07:28

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