
APCCEREBRO pede desabafos de quem vive o cancro do cérebro
No Dia Internacional dos Tumores Cerebrais, que se assinalou ontem, a Associação Portuguesa do Cancro no Cérebro (APCCEREBRO) anunciou que já deu início à segunda fase da campanha “Desde o dia que te conheci”.
Na APCCEREBRO estão já depoimentos que dão voz a quem vive ou acompanha quem vive com tumor cerebral, mas a associação com sede na Lousã quer mais testemunhos que, proximamente, possam vir a integrar um espaço expositivo.
«É uma grande ambição», afirma Renato Daniel, presidente da APCCEREBRO, assumindo que o objetivo nesta altura é reunir mais testemunhos que permitam dar início à terceira fase do projeto: «a materialização de todas as cartas numa exposição».
“Desde o Dia em que te Conheci” convida doentes, familiares, cuidadores e amigos de pessoas que já enfrentaram um tumor no cérebro a escreverem um testemunho manuscrito, em papel A5, vertical, partilhando como a vida mudou desde o diagnóstico, o que permanece, o que dói e também o que faz continuar.
Os testemunhos devem ser enviados para a APCCEREBRO: Rua Miguel Bombarda, nº 18, 3200-248 Lousã.
«Queremos dar cor e voz a todas estas histórias que nos mostram que o cancro no cérebro é mais do que uma doença: é uma luta cheia de humanidade, esperança e resiliência», afirma Renato Daniel.
Entre os primeiro relatos, pode-se referir o de “Inês” que revela: «as incertezas apoderaram-se de mim, mas no fim acreditar que, com amor, tudo volta a ficar bem». Ou de “Rui” que diz: «apesar de ter passado só um ano desde que fui diagnosticado com cancro no cérebro, parece que foi uma década».
Renato Daniel revela que as cartas têm «desabafo associado», mas «são sobretudo mensagens de esperança». «Nós somos como um diário à distância», considera, saudando os que já se abriram com a APCCEREBRO e desafiando outros a juntarem-se a este projeto.
Num trabalho permanente de dar voz aos doentes, ao longo de um ano a associação continuará a receber testemunhos, pretendendo-se, ainda este mês, inaugurar o primeiro outdoor, em local ainda a definir.
Posteriormente, o objetivo é chegar a todo o país e, numa fase mais adiante, inaugurar um espaço expositivo que permita ver todos os depoimentos. Local ainda não há, mas Renato Daniel garante que há várias hipóteses em aberto, sendo que o objetivo é também que esta seja depois uma exposição itinerante.












