Areaclientedc
Última Hora
Pub Dc Aecoimbra 20260528
Pub Dc Rfm Somnii 20260527
Legua Dc
Pub

As obras de «A Fábrica das Sombras»

Até 6 de julho, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, pode visitar a exposição «A Fábrica das Sombras», apresentada no âmbito do Anozero’25 Solo Show. A mostra propõe um percurso imersivo pelo universo sensorial de Janet Cardiff & George Bures Miller, dois dos mais influentes artistas contemporâneos no campo da arte sonora e multimédia.

Reconhecidos internacionalmente pelas suas instalações site-specific e pelas experiências áudio e vídeo que criam, os artistas — que vivem e trabalham no Canadá — apresentam 13 obras que ocupam e transformam o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, desafiando a perceção do espaço e ativando novas camadas de escuta e interpretação.

A exposição pode ser visitada de quarta a domingo, das 11h00 às 19h00, com entrada livre.

ESTA SEMANA 
Margarida Pedroso de Lima é a convidada do ciclo Conversas e Partilhas, onde vai falar sobre «Inconsciente e sonhos na obra de artistas contemporâneos», no dia 6 de junho, sexta-feira, às 16h. Como habitualmente, no sábado, às 16h00, há uma visita orientada pela equipa de mediação do Anozero. Participação livre em ambas iniciativas.  No sábado, 7 de junho, das 14h30 às 17h30, realiza-se o workshop «Sussurros das imagens», orientado por Ângela Berlinde.  O custo é de 5,00 euros com inscrição em bit.ly/Anozero25ProgramaEducativo.

Semanalmente, destacamos uma das obras que compõem «A Fábrica das Sombras» — num convite contínuo à descoberta desta exposição única.

To Touch, 1993

Janet Cardiff

Instalação sonora interativa com mesa de madeira, sensores de luz e circuito de controlo

Uma velha mesa de carpinteiro e o mote «to touch» convocam uma referência imediata à ideia de contacto, perceção e sensibilidade. Trata-se de uma obra de arte que se constrói, evidentemente, da atuação por parte do público. Sem uma participação ativa, a obra não existe. To Touch permanece silenciosa até que o público interaja com ela, som que se ativa apenas do gesto do espectador e de acordo com o seu movimento. A ação do toque sobre a superfície da mesa suscita uma resposta auditiva das colunas de áudio espalhadas pela sala, cujo efeito sonoro, feito à medida dessa exploração ― imprevisível e pessoal ―, faz do visitante maestro da peça. Orquestra-se, então, uma colagem de efeitos sonoros, melodias, composições musicais, ou vozes sussurrantes, que compõem histórias em camadas onde se mesclam tanto sons familiares de um telefone a tocar, como de uma voz feminina que recita o alfabeto. Cada participante cria uma nova performance, que é semelhante a todas as performances anteriores da obra, mas, ao mesmo tempo, única nos seus pormenores e efeitos emocionais.

À semelhança das várias criações de Cardiff e Miller, fortemente motivadas pelo seu fascínio por práticas culturais imaginativas, To Touch trabalha deliberadamente com o subconsciente, a memória e o sensorial, abrindo espaços associativos fantásticos e divergentes, e, quem sabe, também perturbadores. Neste caso, uma construção ativa da memória, por oposição à sua mera transmissão.

 

Desde a sua fundação em 2015, o Anozero — Bienal de Coimbra tem afirmado um modelo único de colaboração entre o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, a Câmara Municipal e a Universidade de Coimbra, trazendo à cidade exposições e artistas que desafiam as formas tradicionais de pensar, fazer e experienciar arte.

 

Junho 6, 2025 . 17:25

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
95 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right