
Fórum “galga” barreira regional para desenhar estratégia nacional
A 11.ª edição do Fórum Vê Portugal, que este ano está a decorrer em Anadia, no Velódromo Nacional, em Sangalhos, deixou de ser uma iniciativa de âmbito regional para “galgar” as barreiras territoriais e, assim, afirmar-se como um evento que vai desenhar uma estratégia nacional para o setor do turismo. Pela primeira vez, o evento promovido pela Turismo Centro de Portugal (TCP), conta com a colaboração de todas as Entidades Regionais: Porto e Norte, Lisboa, Alentejo e Ribatejo, Algarve. O “Vê Portugal” consolida-se, assim, como um espaço de «diálogo estratégico, mas também como uma verdadeira plataforma de promoção da coesão territorial e da diversidade regional portuguesa», referiu Rui Ventura. «Este fórum faz todo o sentido neste momento, porque vamos discutir e debater o nosso mercado mais importante», frisou o presidente da Turismo Centro de Portugal. E para sustentar a sua afirmação, o responsável revelou que, no Centro de Portugal, em 2024, foram registadas «4,9 milhões de dormidas de cidadãos nacionais».
Ao final do primeiro dia de trabalhos, Rui Ventura, que este ano se estreou no evento como líder da TCP, efetuou «um balanço positivo». « Acho que ficaram muitos desafios, ficou aqui a afirmação daquilo que é a estratégia para 2035 e, no fundo, o que estamos aqui a fazer é uma reflexão e um contributo para aquilo que podemos dar para a estratégia da próxima década para o setor do turismo», precisou o responsável.
Rui Ventura fez a sua estreia no Fórum Vê Portugal como presidente da Turismo Centro de Portugal
O presidente da TCP também não deixou passar despercebido a presença das cinco Entidades Regionais de Turismo no Fórum “Vê Portugal”. «Este é o sinal de que o turismo consegue ultrapassar todas as barreiras que existem do ponto de vista geográfico e que o turismo consegue agregar para dar mais valia ao território. Estamos aqui juntos, unidos, naquilo que achamos que é importante, que é trabalhar o turismo interno, trabalhar com preocupações muito específicas também de cada um dos territórios para potenciar todo Portugal e dar a Portugal aquilo que é necessário», analisou.
Já Pedro Machado considerou que o fórum «Vê Portugal e em particular a discussão sobre a importância do mercado interno está a atingir claramente o seu estádio de maioridade». O secretário de Estado do Turismo sublinhou, no curso do evento que está a decorrer em Anadia, que este tipo de iniciativa «reforça a importância do mercado interno e reforça a perceção que é um mercado que está cá o ano inteiro e, por isso, pode ter a oportunidade de consumir turismo ao longo do ano».
«Hoje percebe-se que a cooperação é mais forte do que a concorrência», disse o responsável, referindo que Portugal recebe «canadianos, americanos e asiáticos, e que esses turistas «não têm nem de perto nem de longe a perceção destas fronteiras que existem num país territorialmente tão pequeno».
Na sessão de abertura, a presidente da Câmara de Anadia, Teresa Cardoso, focou a importância de «reforçar as parcerias» para fazer do turismo «o motor do desenvolvimento sustentável», enquanto Francisco Calheiros, da Confederação do Turismo de Portugal, exaltou «a dinâmica do setor e a sua capacidade de gerar valor».
Temas transversais às cinco regiões
O primeiro dia de trabalhos abordou temas inseridos em dois painéis, “Enoturismo: como um ativo incontornável do turismo interno”, dinamizado pela Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte, e “Produtos, mercados e estratégia: Caminhos para a internacionalização”, da responsabilidade da Turismo Centro de Portugal. Se o primeiro caso, a evolução do enoturismo, foi demonstrado em casos concretos, no segundo a questão da internacionalização mereceu uma especial relevância. «São dois temas que são transversais àquilo que é a estratégia do país em termos de turismo e é por isso mesmo que o Fórum Vê Portugal este ano quer dinamizar painéis de cada uma das regiões», destacou Rui Ventura, presidente da TCP.










