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Antigos edifícios são agora casas para acolhimento

Escolas da Sanguinheda e Torrozelas já com obra concluída, faltando reconverter posto médico da Sarnadela

Dos três edifícios que a Câmara Municipal de Arganil pretende converter em apartamentos de acolhimento temporário urgente, dois já se encontram concluídos, faltando apenas concluir a reconversão do antigo posto médico da Sarnadela, em Pombeiro da Beira, que também já se encontra em fase final de obra e que permitirá acolher quatro pessoas.

Com efeito, já se encontra concluída desde abril, a reabilitação da antiga escola de Torrozelas, na freguesia de Arganil, com capacidade para acolher até três pessoas, estando agora pronta também, a antiga escola primária de Sanguinheda, na freguesia de São Martinho da Cortiça. Este espaço, com capacidade para três pessoas, foi reabilitado e adaptado para acolhimento temporário de pessoas em situação de emergência e vulnerabilidade visando, desta forma, de acordo com Luís Paulo Costa, «reforçar a rede de apoio habitacional nas zonas mais periféricas do concelho».

Em causa está um projeto financiado através da Bolsa Nacional de Alojamento Urgente e Temporário (BNAUT), no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), representando um investimento global de 500 mil euros. Para o presidente da Câmara Municipal de Arganil, este projeto «é particularmente significativo, não apenas pelo impacto social direto, mas também pelo simbolismo de devolver vida útil a edifícios que outrora serviram as populações locais». O autarca sublinha ainda que «estes espaços ganham agora uma nova missão: acolher, proteger e oferecer condições para um recomeço digno àqueles que atravessam momentos de grande fragilidade».

Edifícios pretendem ser apoio para quem fica subitamente em situação de emergência

Mais do que uma resposta habitacional imediata, trata-se, no entender do autarca, de «um investimento social com impacto estruturante». «Queremos garantir que, em situações de emergência, seja por motivo de incêndio, intempérie ou qualquer outra ocorrência imprevista, ninguém fique desprotegido ou esquecido», refere, destacando ainda que a criação destes apartamentos de acolhimento visa também «promover a inclusão social, combater desigualdades e contribuir para a autonomia das pessoas, através de uma resposta célere, descentralizada e humanizada às necessidades habitacionais emergentes».

Junho 4, 2025 . 09:40

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