
Queima das Fitas teve menos três mil entradas, mas festa "vai dar lucro"
A semana académica de Coimbra “encerrou portas” na madrugada de domingo, com a noite dedicada ao antigo estudante, e apesar de ainda ser prematuro efetuar um balanço preciso, Carlos Missel, coordenador-geral da Queima das Fitas, em declarações ao Diário de Coimbra, confirmou a quebra do número de pessoas que entraram no “queimódromo” mas adiantou que a festa estudantil «vai dar lucro», embora assuma que ainda falta realizar a contabilização de muitas verbas.
«As noites mais fortes foram, sem dúvida, o sábado (24 de maio), a quarta (28) e a sexta-feira (30), no entanto, embora o número de entradas estivesse alinhado com a edição de 2024, registámos menos três mil pessoas no recinto», adiantou o responsável. O balanço, todavia, garantiu Carlos Missel, «é positivo», destacando «o bom “feedback” do quarto palco» e a fidelidade do sistema “cashless”, que praticamente «não obteve reclamações».
O coordenador-geral da Queima das Fitas não teve problemas em admitir que a «antecipação dos horários dos concertos foi complicada», uma vez que nalgumas das noites às 22h00 «o recinto estava vazio», o que levou alguns dos artistas a adiar a sua entrada em palco.
Ao longo de nove noites, a comunidade académica pôde contar com um alinhamento diversificado, onde nomes consagrados da música portuguesa e artistas internacionais subiram ao palco ao lado das emblemáticas tunas e grupos académicos que deram identidade à festa. Uma combinação que refletiu o espírito único da Queima das Fitas: irreverente, vibrante e com um pé bem assente na tradição.
A edição de 2025 reforçou igualmente o seu lado solidário com o já habitual Dia do Antigo Estudante, no encerramento da programação, que visou apoiar o Fundo de Ação Social António Luís Gomes. Este fundo, recorde-se, destina-se a estudantes com dificuldades económicas, nomeadamente estudantes internacionais sem acesso a apoios sociais.
Neste caso concreto, Carlos Missel destacou o facto de o último dia «ter registado mais 1200 entradas», sinal que na opinião do responsável revela que «foi uma aposta ganha que já começa a ficar enraizada».
Serenata Monumental aquém das expectativas
Este ano, o momento que marca o início da festa estudantil coimbrã, a Serenata Monumental da Queima das Fitas de Coimbra, regressou à Sé Velha. No entanto, o momento máximo do evento académico foi marcado por fortes limitações de acesso, com apenas quatro mil estudantes da Universidade de Coimbra (UC) e do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) a poderem assistir, com a entrada a ser controlada através de pulseiras entregues previamente. Carlos Missel foi perentório em afirmar que essa decisão «correu bem em termos de organização mas correu mal em termos de adesão», porque o Largo da Sé Velha não chegou a ter a lotação de quatro mil pessoas.












