
Assadores do leitão da Bairrada homenageados
Os mestres assadores do famoso leitão da Bairrada já têm um monumento em sua homenagem. A peça escultórica, que representa os fornos e os municípios envolvidos, foi ontem inaugurado, com o descerramento da placa, no parque junto à Rotunda de Luso. A cerimónia, que contou com a presença dos elementos da Confraria Gastronómica do Leitão da Bairrada, a entidade promotora da iniciativa, foi presidida pelo secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, e pelo presidente da Câmara Municipal da Mealhada, António Jorge Franco, e contou com uma moldura humana que integrou outros autarcas, confrades, empresários da restauração, mas também produtores de vinho, entre outros.
«Uma justa homenagem» a todos quantos fazem desta tradição de bem assar o leitão da Bairrada uma arte, «num trabalho feito com muitos sacrifícios e nem sempre valorizado ou reconhecido». «É uma forma de prestar um tributo a todos estes anónimos que tudo fazem para que o saboroso leitão chegue a todo o país», em que a Confraria Gastronómica do Leitão da Bairrada se lançou neste desafio, como referiu o confrade e autor da peça escultórica, António Duque.
Já o presidente da Câmara referiu ser uma merecida homenagem pois são «estes homens que vão continuar a elevar esta região com esta iguaria de qualidade». Por isso, António Jorge Franco agradeceu à Confraria Gastronómica do Leitão da Bairrada o facto de ter escolhido o concelho da Mealhada para acolher esta escultura de homenagem. «É com enorme orgulho que a autarquia se associa ao reconhecimento público de uma das mais nobres tradições da nossa terra, e a todos os que ainda mantém a memória viva desses saberes de outrora, que exigem mestria e paciência, desde o acender do forno, o temperar o leitão e o saber esperar o momento certo para o tirar o forno», afirmou o autarca, desejando ainda que «este momento seja inspirador para os mais novos aprenderem a respeitar as nossas tradições».
Já o secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, profundo conhecedor da região, disse que não podia deixar de estar presente neste momento «que celebra a arte, o engenho, o património e todos os que ficam na segunda linha para tornar esta delícia uma realidade, isto é, um ex-libris da região que é conhecido em todo o país».
O governante aproveitou para referir que é «pela gastronomia portuguesa, pela sua singularidade e pela sua diferenciação que, associadas à hospitalidade do povo português, colocam o país numa posição muito vantajosa», no que diz respeito ao turismo, «ocupando o 12.º lugar no ranking global de competitividade do turismo», de acordo com o Fórum Económico Mundial.
A título de exemplo, Pedro Machado indicou que, em 2024, Portugal recebeu 33 milhões de hóspedes e que, a avaliar pelos números do primeiro semestre deste ano, «2025 promete ser um ano extraordinário».
Extrapolando estes números para o momento, considerou que «são estas pessoas, estas tradições, estes saberes, do enoturismo à gastronomia» que valorizam os territórios e projetam o país. |
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:












