
Casa das Cores deverá abrir portas até final de junho
A Casa da Cores está em fase de acabamentos, pelo que a ARCIL -Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã conta que até final do próximo mês de junho esta casa especial possa abrir portas às crianças e jovens que dela farão o seu lar. Em causa está uma resposta social para utentes portadores de deficiência que não é nova na instituição - pelo contrário, já existe há muitos anos - o problema residia, contudo, na falta de condições que a estrutura habitacional apresentava, o que levou a ARCIL a querer avançar com uma requalificação total e a procurar ajuda para esse desígnio.
«A casa estava extremamente degradada, não estava já em condições de darmos uma resposta digna a quem residia connosco», admite o diretor da instituição, Nélson Tiago, frisando como era urgente uma «intervenção de fundo».
Uma candidatura aprovada ao fundo de socorro social, da Segurança Social, permitiu avançar com a obra orçada em cerca de 650 mil euros. Um valor que, admite o diretor, «não é fácil de arranjar». Da Câmara da Lousã também foi surgindo ajuda e na última reunião do executivo foi aprovado um apoio de 20 mil euros para a beneficiação da Casa das Cores. Um valor que, frisa o diretor, será destinado à aquisição de equipamento necessário para mobilar a casa.
«O difícil foi avançar e ter apoio financeiro», reconhece Nélson Tiago, assumindo, ainda assim, que a instituição teve de assumir parte do compromisso financeiro e, só em trabalhos a mais que se vieram a registar, contam-se «100 mil euros».
Tudo pelas 15 crianças e jovens, dos seis aos 18 anos, com deficiência ou necessidades especiais, que não têm família ou, quando ela existe, esta não tem capacidade para prestar o acompanhamento necessário. «É um lar residencial, estes nossos jovens frequentam a escola pública da Lousã e residem connosco, aquela é a casa deles», diz o diretor.
As obras permitiram, entre outros trabalhos estruturais, resolver graves questões de acessibilidades, nomeadamente a necessidade de elevador de acesso ao primeiro piso, casas de banho adaptadas e espaços de descanso e lazer mais adequados aos “moradores” em causa e que vão permitir desenvolver atividades de acordo com as características específicas de cada criança e jovem.
Nélson Tiago refere, a propósito, o «défice destas resposta» e o «défice de apoio a nível nacional», referindo que, só no caso da ARCIL, «a resposta é deficitária em 100 mil euros» anualmente, porque o valor mensal comparticipado pela Segurança Social é «manifestamente insuficiente para esta resposta». «Ao longo dos anos notamos que nos chegam cada vez mais crianças mais dependentes e o apoio não acompanha esta dependência», revela o diretor.
Os 15 jovens da Casa das Cores têm estado temporariamente alojados num outro espaço adaptado pela ARCIL enquanto decorrem as obras.
A ARCIL, destaca o responsável da instituição, apoia através da sua multiplicidade de respostas sociais na área da deficiência, mais de 1.500 pessoas. |












