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Animação é a “chave”: “Única” Queima ainda é apenas em Coimbra

Festa Académica deixou os estudantes com as expetativas altas, e isso bastou para levar a animação até ao Pátio da Canção. As novidades podem vir a ser uma grande surpresa

A Queima das Fitas é inseparável da vida académica de Coimbra e é um marco na sua tradição. Se disso não restam dúvidas, existe sempre alguma “reticência” quando os cartazes são anunciados. Apesar da génese da festa não serem os artistas de renome, ajudam a que a diversão se mantenha alta.

De certo modo, a tradição já não é o que era, os tempos mudam e com eles as tradições acabam por se adaptar. Se a Serenata Monumental se quer na Sé Velha, então a festa dos estudantes quer-se no Pátio da Canção com diversão e amigos e, se se tratar de um finalista, com a pasta cheia de fitas para “abanar” no dia do seu curso.

Sara Tavares e Luísa Galvão são ambas finalistas de Medicina e foram até ao recinto para se juntarem aos amigos e celebrar o fim de um ciclo. «As expetativas são grandes. A última é para ser a melhor de todos» defendem as amigas. Com bilhete apenas para um dia de festa, as intenções são de viver os concertos e subir ao palco. «Não fazemos parte da tuna, mas viemos trajadas para esse efeito», sublinham.

No início de um ciclo, ou pelo menos da sua primeira Queima das Fitas, está João Gomes, que vem pela «diversão». «Há muitas coisas novas e isso é sempre um ponto positivo e inovador», indica, mencionando que este ano está ansioso pelas atuações de Plutónio e Dillaz.

Enquanto outros grupos de amigos vão chegando e se vão formando ao longo do parque, o ambiente também começa a “aquecer” e a animação desenvolve-se. Junto do “final” do recinto, perto das diversões, alguns amigos vão-se desafiando nos “matrecos” e outros jogos, com uma competitividade acesa, mas sempre amigável.

Ensino Superior junta-se para fazer a festa antes do “stress” dos exames finais. A união entre todos traduz-se na felicidade plantada em todos os rostos

Novidades em alta

Se as atuações no palco fazem vibrar toda a Queima das Fitas, o Palco 360º começa a atrair os primeiros curioso que, ainda sem música, chama os que vão passando. Algumas luzes vão sendo testadas enquanto se acertam detalhes, para que, quando os primeiros acordes soarem, se possa “deixar fluir” um grande espetáculo.

E a verdade é que, tal como no espaço habitual da já tradicional tenda, o novo espaço vai reunindo uma grande atenção. A música diferente do habitual, mas com grande sonoridade faz a festa ganhar novos moldes, novas danças e, principalmente, uma nova vida.

Por sua vez, a tenda – agora “relvada” – fecha a noite com estudantes agarrados e com as emoções à flor da pele. O “fechar do recinto” com os amigos, colegas e desconhecidos é tradição para muitos e acaba sempre por gerar novas amizades entre todos os que “aguentam o ritmo da noite”… principalmente os que o aguentam do primeiro ao último dia do seu percurso académico em Coimbra.

A aproveitar os ritmos “psicadélicos” está a multidão adjacente ao Palco RUC que partilha de um lugar seguro e inclusivo para vivenciar música diferenciada do resto do espetáculo. Já se tornou uma “tradição” que os primeiros dias da Queima das Fitas tenham um “sítio único” para aquilo que é a eletrónica e a música alternativa, sonoridades que acabam por “não ter” espaço no palco principal, mas que não podem faltar na festa.

Maio 24, 2025 . 20:30

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