
Carros alegóricos já “mostram os dentes” da sátira típica coimbrã
No fim de mais um ano letivo, os finalistas (e quase finalistas) começam a traçar o trajeto entre o Paço das Escolas e a Ponte Santa Clara na sua mente. De olhos postos no circuito de dia 25 de maio, o “mítico” domingo de cortejo, faz-se sentir a diversão e a ansiedade no Quartel de Sant’Ana.
Apesar das “lutas” sobre o dia “correto” da tradição, a realidade tem vindo a ditar que é num domingo e que, independentemente disso, o cortejo há de andar e todos se hão de divertir. As flores já começam a faltar aos atarefados alunos, mas quando faltam as “pré” preparadas, fazem-se mais e continua-se a construção do carro.
O quartel, cheio de diversão, música, ansiedade e felicidade, ganha um conjunto de “novas cores” durante esta semana especial, que promete um cortejo cheio de animação para todos os visitantes.
O curso de Bioquímica, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, já tem um ano de preparação para o carro, mas apenas na segunda-feira começaram a “construção” propriamente dita. Com os ânimos elevados e a «fazer novas flores», os responsáveis pela alegoria deste ano estão certos de que «haverá cortejo» para si.
Diversão é a palavra de ordem na construção dos carros alegóricos, que começam a “encher-se” de flores, críticas e, sobretudo, cores e estudantes
As meninas “Filipa”, ou “as duas Filipas”, indicaram que «o carro está quase acabado», sendo que apenas falta “montar” os arcos da estrutura. «Foi tempo suficiente. Estamos um pouco em contra-relógio porque estamos a fazer flores e a montar, mas tudo se faz», referem.
Ainda em conversa com o Diário de Coimbra, esteve Maria Moniz, do curso de Comunicação Social, na Escola Superior de Educação de Coimbra, que sublinhou que «tudo está a correr bem» na montagem do carro, apenas com um “problema”: o calor. «Está muito calor aqui dentro», menciona, continuando, «acabamos por estar todos em convívio, cada carro acaba por ter sempre uma musiquinha a passar», que ajuda a “passar o tempo”.
Este momento de “florear” e adornar o carro é, também, uma altura de convívio. «Falamos com as pessoas dos outros cursos. Ás vezes para pedir um escadote ou uma fita-métrica, mas acabamos por ir convivendo e é divertido».
No caso de Maria Moniz, e dos seus colegas, este não é o seu ano de finalista. «O nosso curso tem três anos e a nossa “tradição” dita que vamos no carro no segundo ano».
Antes do Cortejo da Queima das Fitas de 2025 ainda acontece a cerimónia da Queima do Grelo, pelas 10h00, no Largo da Sé Nova, onde os alunos finalistas vão “queimar” as suas insígnias pessoais e “libertar” as fitas da sua pasta de Praxe, um momento emotivo e repleto de significado académico.











