
Tanak diz que pilotos foram “tratados como animais” no Rali de Portugal
Ott Tänak não poupou críticas à organização do Rali de Portugal, lamentando o excesso de horas passadas dentro do carro e a exigência extrema imposta aos pilotos. O estónio da Hyundai, segundo classificado na prova do WRC, considerou mesmo que os protagonistas da competição foram tratados como «animais».
«Fomos colocados, basicamente, durante 15 horas no carro. Na sexta-feira, 15 horas no carro de novo. Pelo menos, pudemos ter um almoço e já foi positivo. E sábado, novamente, a equipa nem teve permissão para nos dar alguma alimentação até este momento. Sinto que fomos um pouco tratados como animais, apenas para o espetáculo», afirmou em declarações ao DirtFish.
Tänak criticou ainda a escassez de pausas ao longo dos dias: «Na sexta-feira, sabíamos que tínhamos o máximo de 8 minutos para um breve snack e nem sequer para ir à casa de banho. Eu gosto realmente de Portugal, gosto das estradas, das pessoas, da atmosfera. É incrível, mas a forma como fomos tratados não foi boa», analisou.
Também Kalle Rovanperä, da Toyota, demonstrou desconforto com o formato mais longo da prova portuguesa: «Conseguimos, mas não sei se é inteligente… em algum momento, começa a ficar bem difícil. Acho que é simplesmente desnecessário ficar 15 horas no carro assim», considerou.
Palavras “inapropriadas”
Confrontado com as críticas, Carlos Barbosa rejeitou a ideia de má organização. Em declarações ao jornal desportivo O JOGO, o presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP) considerou as palavras de Tänak «inapropriadas»: «O Rali de Portugal teve este ano um formato mais longo e exigente para todos. Se o itinerário fosse incomportável, seguramente não teria sido aprovado pela FIA nem pelo promotor do WRC. Estava furioso porque o Ogier estava à frente dele. Foi um comentário lamentável», concluiu.










