
“IIIUC fomenta cruzamento fértil entre áreas de saber”
O Instituto de Investigação Interdisciplinar da Universidade de Coimbra (IIIUC), que ontem celebrou o seu 24.º aniversário, tem como missão «fomentar o cruzamento fértil entre várias áreas de saber» e a agregação de equipas, no sentido de garantir capacidade de afirmação internacional da investigação científica da UC, e colaborar na concretização das decisões estratégicas da UC em matéria de I&D. Esta foi a descrição que António Gomes Martins efetuou da instituição da qual foi diretor entre 2009 e 2011.
O vice-reitor da Universidade de Coimbra (UC) para a Investigação, entre 2003 e 2011, abordava o tema “A refundação do IIIUC: sitiado e criativo” e foi perentório em dizer que o IIIUC «foi sempre considerado, e ainda hoje o é, um corpo estranho» na academia coimbrã. Todavia, sublinhou, nunca teve como pretensão entrar em nenhuma área disciplinar», apenas de potenciar o conhecimento.
O evento, que lançou as comemorações dos 24+1 anos do IIIUC, serviu, acima de tudo, para refletir sobre o passado, presente e futuro do Instituto e da investigação interdisciplinar e teve como tema “A investigação em movimento perpétuo”.
Na abertura da sessão, João Ramalho Santos anunciou que, este ano, o IIIUC «viu aprovadas duas iniciativas nas áreas do Envelhecimento e da Alimentação», projetos que, agora, terão como objetivo «juntar pessoas de várias áreas científicas» que cruzando informação poderão inovar e conseguir outros tipos de conhecimento, e de dois novos doutoramentos. «Se um foco disciplinar faz sentido numa primeira fase (licenciatura), já não será o caso de todos os mestrados ou, sobretudo, doutoramentos – graus nos quais se devia pretender sair de espartilhos disciplinares e ajudar a interpelar melhor o mundo», destacou, a propósito, o vice-reitor da UC para a Investigação e diretor do IIIUC.
O evento serviu para refletir sobre o passado, presente e futuro do Instituto e da investigação interdisciplinar
«Quase um quarto de século após a fundação do IIIC - uma ideia à frente do seu tempo - era importante refletir seriamente sobre o que queremos com o conceito de interdisciplinaridade», declarou o responsável.
Fernando Seabra Santos abordou a história do início do instituto, considerando que a criação de um espaço deste tipo «colocava em causa as várias universidades» existente na academia. «A força do IIIUC é fazer perceber que não substitui nada, apenas potencia e acrescenta» mais valor a novos projetos, frisou o reitor emérito da Universidade de Coimbra.
Antes do fecho da cerimónia houve ainda um debate interdisciplinar e mais duas intervenções, uma por parte de Maria Paula Serra de Oliveira (primeira diretora do IIIUC), e outra de João Ramalho Santos, que encerrou a sessão.












