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Pedro Nuno Santos deseja rápida clarificação política em Portugal

Líder do PS referiu que para si a reunião "foi de despedida", mas para o PS "uma reunião muito importante"

O líder demissionário do PS, Pedro Nuno Santos, desejou hoje que o país tenha "rapidamente a sua situação política clarificada" para que se resolvam os problemas dos portugueses, destacando a boa convivência que manteve com o Presidente da República.

À saída do Palácio de Belém, depois de uma reunião que demorou menos de 20 minutos, Pedro Nuno Santos fez uma curta declaração aos jornalistas e escusou-se a responder a outras questões, internas ou de governabilidade, afirmando que haverá outras oportunidades para o fazer.

"Desejamos que o país rapidamente tenha a sua situação política clarificada para dar um rumo ao país e resolver os problemas dos portugueses", enfatizou, sublinhando que esta foi uma "boa reunião" com Marcelo Rebelo de Sousa, com quem, disse, sempre teve uma boa convivência.

O líder do PS referiu que, para si, esta reunião "foi de despedida", mas para o PS "uma reunião muito importante", sem nunca abrir o jogo sobre o que defendeu dentro do curto encontro.

"Prezei sempre boas relações institucionais com o senhor Presidente da República, tivemos uma boa convivência ao longo deste ano e meio na liderança do PS, anterior até, enquanto membro do Governo. Tive sempre muito boas relações com o senhor Presidente da República que mantive até este dia e que vou guardar com uma boa memória", disse.

Pedro Nuno Santos insistiu apenas na mesma ideia: "que a situação política em Portugal estabilize rapidamente e que o país possa fazer o seu caminho, superando os problemas que nós ainda temos no nosso país".

"Eu ficava-me apenas por esta declaração. Teremos outras oportunidades para falar de outros temas", respondeu, apesar da insistência dos jornalistas sobre outras questões.

"Agradeço a vossa atenção, falaremos noutra alturas", concluiu, saindo depois acompanhado pelo presidente do PS, Carlos César, e a secretária-geral da JS, Sofia Pereira.

Pedro Nuno Santos deixará de ser secretário-geral do PS já no sábado, após a Comissão Nacional, e será o presidente do partido, Carlos César, a assumir interinamente a liderança socialista, confirmou à Lusa fonte oficial partidária.

A Comissão Nacional do PS para aprovar o calendário eleitoral interno, depois do anúncio da demissão de Pedro Nuno Santos da liderança, foi convocada para sábado, em Lisboa, também para analisar os resultados das legislativas.

De acordo com a convocatória, a que a agência Lusa teve acesso, o presidente do PS, Carlos César, refere que depois do anúncio desta noite de Pedro Nuno Santos, após a pesada derrota do PS, convoca os membros da Comissão Nacional para esta reunião, que decorrerá sábado de manhã, em Lisboa, no Hotel Altis.

O PS alcançou o terceiro pior resultado da sua história em legislativas, ficando quase empatado com o Chega, o que levou o seu líder, Pedro Nuno Santos, a apresentar a demissão um ano e meio após a sua eleição.

As eleições legislativas antecipadas de domingo, ganhas pela AD, tiveram um impacto profundo no PS e, no discurso no qual assumiu a derrota, Pedro Nuno Santos anunciou que pediu ao presidente do partido a convocação para sábado da Comissão Nacional para que haja eleições internas, às quais não se vai recandidatar.

Com este resultado, o PS surge quase empatado com o Chega e, em comparação com os mesmos resultados do ano passado, também sem a emigração, perdeu cerca de 365 mil votos num ano.

Este é o terceiro pior resultado da história do PS em termos de percentagem, tendo a marca só sido pior apenas em 1985, com Almeida Santos, e em 1987, com Vítor Constâncio.

No discurso no qual assumiu a derrota, o líder do PS assumiu a responsabilidade do resultado, disse que deixa de ser secretário-geral se “puder ser já” e que não quer "ser um estorvo nas decisões" que o PS tem que tomar.

“Mas como disse Mário Soares, só é vencido quem desiste de lutar e eu não desistirei de lutar. Até breve. Obrigado a todos”, enfatizou.

Maio 20, 2025 . 16:36

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