
Coimbra assistiu a uma "inversão política" com a AD a conquistar quatro deputados
«Vencemos em todos os concelhos, menos em Soure e os resultados correspondem às expetativas e aos objetivos traçados». Palavras de Paulo Leitão, presidente da Distrital do PSD de Coimbra, ontem à noite, imediatamente após “fechar” a contagem dos votos, que garantiu quatro deputados à AD e à coligação PSD/CDS-PP, mais um do que em 2024, três ao PS (menos um), com o Chega a manter os dois deputados.
Satisfeito, o líder social-democrata destaca outro número, o de votos expressos, «mais cerca de 500» relativamente à votação que «o PS tinha conseguido há um ano». Deixa, todavia, um pequeno lamento. «Gostava de estar a festejar uma vitória com o “pleno” da votação em todo o distrito», o que não aconteceu, uma vez que em Soure o PS foi o partido vencedor.
«Em tempos, Soure foi considerado um dos concelhos mais socialistas do país», explica Paulo Leitão, que faz notar, muito embora, o crescimento da votação na AD também naquele concelhio.
Sublinhando a «grande vitória» obtida a nível distrital pela coligação PSD/CDS-PP, Paulo Leitão entende que os resultados das legislativas representam «um bom pontapé de saída para as próximas eleições autárquicas».
«Pintámos o distrito de cor laranja», disse Rita Alarcão Júdice, a primeira deputada eleita pelo circulo de Coimbra. «Ganhámos em todos os concelhos, menos em Soure, mas também ali conseguimos subir a votação», adianta.
Satisfeita com os resultados, no distrito e no país, em termos globais, Rita Júdice considera que representam o «reconhecimento do trabalho que o Governo fez no país e em Coimbra» e enaltece a forma correta e serena como decorreu a campanha eleitoral e a votação.

Menos feliz ficou, naturalmente, João Portugal, presidente da Federação Distrital do PS, o partido que acaba por ser o grande derrotado da noite eleitoral de ontem, em Coimbra de uma forma muito mais suave do que a nível nacional, pois apenas perdeu um deputado. «Não estávamos à espera», confessou. «O objetivo era, no mínimo, manter os quatro deputados», disse ainda, dando «os parabéns a quem venceu» a noite eleitoral. João Portugal entende que, «com serenidade, é necessário refletir, analisar o que correu mal ou menos bem» para perceber o “desastre” eleitoral de ontem.
«Não ficámos 100% satisfeitos, porque o objetivo era eleger o terceiro deputado», afirmou o líder distrital do Chega, que manteve os dois deputados, apesar do crescimento significativo de votos registado (42.527, contra os 37.412 votos de 2024). «Ficámos muito próximos», adiantou.
Aliás, o partido de André Ventura conseguiu ser a segunda força mais votada nos concelhos de Mira e de Cantanhede, lugar ocupado em todos os restantes concelhos, com excepção de Soure, pelo PS. Para Paulo Seco esta votação é «o reconhecimento do trabalho feito nestes últimos seis anos» pelo partido na região.
O líder distrital do Chega vai, também, estrear-se no Parlamento (onde estava, na qualidade de assessor), assumindo pela primeira vez o lugar de deputado, o que o deixa particularmente satisfeito, pois trata-se de «um elemento nascido e criado em Coimbra que vai ter voz no Parlamento».
Paulo Seco vai juntar-se a Eliseu Neves, que foi reeleito, e está satisfeito com o novo desafio, embora ciente que representa «muito mais trabalho e responsabilidade».









