
Manifestação em forma de praxe exige mais transportes públicos para o Polo II
Matilde Pereira, caloira de Engenheira Eletrotécnica e de Computadores na Universidade de Coimbra, reside na Rua Carlos Seixas e, todos os dias, tem de apanhar o autocarro para o Polo II. O problema é que, as alternativas são escassas, e, se por alguma razão, não consegue apanhar o das 8h15, os autocarros que passam a seguir «estão cheios» e, não raras vezes, a solução é ir a pé para não chegar atrasada às aulas.
Matilde é uma das sete mil pessoas que faz parte da comunidade da UC no Polo II e que enfrenta «um problema crónico», que é a escassez de transportes públicos.
Para chamar a atenção para este assunto, os sete núcleos de estudantes da Associação Académica de Coimbra (AAC) que representam os estudantes dos cursos ministrados no Polo II e o Conselho de Veteranos organizaram, hoje, uma praxe em forma de manifestação (ou vice-versa), numa ação a que deram o nome de “Metro para a frente, Polo II para trás».
Com a paragem mais próxima do Metrobus a mais de um quilómetro, os caloiros colocaram brita na construção de um percurso, para chamar a atenção para «a falta de inserção do Polo II no planeamento» do Sistema de Mobilidade do Mondego.
“Brita à vista, autocarro não” é a mensagem que consta da placa colocada no caminho, com Diogo Flórido, presidente do Núcleo de Engenharia Eletrotecnica e de Computadores da AAC, a reforçar que a iniciativa é uma «ação revindicativa face à falta de transportes públicos acessíveis e de qualidade no Polo II».
«São já quase três décadas desde a primeira década do Polo II e são três décadas de negligência, de desrespeito por uma comunidade académica muito grande com mais de sete mil membros», salientou, ao lamentar que o Sistema de Mobilidade do Mondego não contemple uma paragem no Polo II, nem uma ligação.
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