
Olimpíadas sensibilizam para papel de responsabilidade ética dos economistas
David Proença de Castro, do Externato Marista de Lisboa, é o grande vencedor das XII Olimpíadas de Economia, cuja sessão de encerramento decorreu ontem na Faculdade de Economia.
O segundo lugar foi conquistado por João Dinis Marques Oliveira, do St. Peter’s International School e o terceiro lugar coube a David Barros Luz, do Colégio de Lamas, de Santa Maria de Lamas.
Já as duas menções honrosas foram atribuídas a duas jovens alunas da Escola Secundária Francisco de Holanda, de Guimarães, Joana Marques Machado e Maria Francisca Pinheiro Araújo.
Jovens do ensino secundário que se revelaram muito perspicazes, ao trabalhar o tema desta edição das Olimpíadas “Economia Internacional” e que durante três dias, tiveram oportunidade para refletir e partilhar experiências.
De resto, o bastonário da Ordem dos Economistas, António Mendonça, que presidiu à sessão de encerramento, felicitou a Associação Une Dois Mundos pelo evento que vai já no seu 12.º ano, o que revela a importância das Olimpíadas, não só porque promove a literacia económica, mas também porque permite identificar talentos, além de contribuir para o desenvolvimento do ensino da Economia.
O bastonário aproveitou a ocasião para alertar para a importância cada vez maior dos temas da economia no mundo de hoje, referindo que, num tempo de transformações geopolíticas, cabe aos economistas «a responsabilidade de introduzir bom senso», pois têm a capacidade de olhar para o mundo «com sentido pragmático, sempre com o objetivo de resolver problemas».
Por isso, reiterou ainda que «a par da competência e responsabilidade, os economistas devem ainda estar cientes do seu sentido de ética».
Dirigindo-se diretamente aos alunos participantes nas Olimpíadas de Economia, informou-os da importância de integrarem a Ordem, já que existe a categoria de Estudante, referindo que em novembro vai realizar-se, em Lisboa, o Congresso Nacional de Economistas subordinado ao tema “Transformações em curso na Economia Global – Desafios e Oportunidades para Portugal”, em que um dos temas em debate é exactamente “Os jovens e o mercado de trabalho em transformação”.
Também Miguel Fonseca, economista e vereador da Câmara Municipal de Coimbra com o pelouro das Finanças e Economia, elogiou o trabalho da Associação Une Dois Mundos, com quem a autarquia reforçou a parceria e destacou a importância do lado humano também quando se fala de economia.
O vereador mostrou-se muito satisfeito com a adesão dos jovens às Olimpíadas que, este ano, contaram com 3.719 participantes de 206 escolas de todo o país, o que revela «o interesse dos jovens por esta área do conhecimento que, muitas vezes e, de forma errónea, está associada apenas a teorias».
Para demonstrar que assim não é, Miguel Fonseca deu o exemplo de Coimbra, «que tem um enorme potencial» pelo ecossistema que liga a autarquia, a Universidade e as ordens profissionais, referindo que «Coimbra já conseguiu posicionar-se como local de excelência para atrair investimento».
Como exemplo, referiu que a instalação de seis empresas multinacionais em Coimbra vai criar, até 2026, mais de mil postos de trabalho. De resto, a realização do Coimbra Invest Summit tem sido um sucesso e a terceira edição realiza-se a 2 e 3 de julho, no Convento de S. Francisco.












