
Arguido absolvido no caso do vinho com óleo de rícino
Não foi provado que o laxante foi a causa da morte do homem que furtou o vinho em Ferreira-a-Nova
Sustentado em quatro perícias médico-legais, o Tribunal de Coimbra revelou-se ontem convicto de que o óleo de rícino colocado em vinho não foi a causa de morte de um homem de 54 anos, em Ferreira-a-Nova, Figueira da Foz. O arguido, que em 2020, altura dos factos, era dirigente da Associação de Moradores Netos e Queridas, foi absolvido.
Em abril de 2020, na sequência de furtos do bar da associação, o dirigente decidiu colocar 60 mililitros de óleo de rícino, um poderoso laxante, em três litros de vinho, deixando o garrafão com a mistura em cima do balcão. Que seria furtado e levado para casa pelo homem que viria a morrer, conhecido na localidade por problemas de alcoolismo. Estava, também, diagnosticado com debilidade mental.
Ontem, na leitura do acórdão, o presidente do Coletivo de Juízes que julgou o caso assinalou os factos provados e não provados. Sem dúvidas de que o arguido colocou o laxante no vinho, referiu os pareceres técnicos que apontaram a quantidade de óleo de rícino apropriada, ou menor ainda, a uma pessoa média
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Maio 10, 2025 . 07:45










