
Grupo criminoso “legalizou” entrada no país de milhares de imigrantes
A Polícia Judiciária desmantelou um «grupo criminoso organizado» que se dedicava ao auxílio à imigração ilegal e que além deste crime está indiciado por corrupção, branqueamento de capitais e falsificação de documentos. Uma prática reiterada, que terá começado com uma pequena “célula” detetada em Coimbra, dinamizada por cidadãos estrangeiros, que foi ganhando volume, estendendo-se a toda a Região Centro e à zona da Grande Lisboa. Terça-feira, no quadro de uma mega operação que envolveu cerca de 200 operacionais no terreno, foram detidas 13 pessoas, com idades entre os 26 e os 64 anos. Sete são portuguesas e as restantes estrangeiras. Entre os detidos está uma advogada, com escritório na Mouraria, em Lisboa, e uma funcionária da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

“Selo branco” entre o acervo apreendido
As buscas permitiram apreender na residência e locais de trabalho dos detidos, além de cerca de um milhão de euros em dinheiro, um «enorme acervo de documentação utilizada nos processos de legalização irregular de estrangeiros», equipamentos informáticos, duas presas de elefante (marfim) com cerca de 50kg, 11 viaturas, algumas das quais de alta cilindrada, «diversos artigos adquiridos com os proventos do crime» e ainda «artigos utilizados na falsificação de documentos», designadamente um “selo branco”, equipamento «apreendido numa empresa onde seriam “validados” milhares de certificados de registo criminal de cidadãos estrangeiros», refere a PJ. Referência, ainda, para o arresto de seis imóveis, «dois prédios rústicos e quatro urbanos» - uma vivenda e três apartamentos
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