
"Sinto-me um treinador bastante privilegiado com este grupo"
Diário de Coimbra | Que avaliação faz desta época com tantas conquistas e recordes?
Diogo Girão | Tem sido uma viagem muito atribulada, obviamente com muitos sucessos, fruto do trabalho dos meus nadadores, e eu quero deixar bem claro que eles é que são verdadeiros heróis. Os resultados dizem o que dizem, o que está por trás é que quase ninguém vê, o trabalho árduo, horas e horas passadas na tentativa de conquista de melhorar nem que seja uma centésima e depois consequentemente com a melhoria dos tempos vêm os resultados. As últimas duas épocas têm sido muito boas.
É um treinador orgulhoso dos seus atletas?
Completamente. Obviamente, os pais estarão tanto ou mais orgulhosos do que eles fazem, mas eu sinto-me um treinador bastante privilegiado com este grupo. Só quem está ali dentro e consegue perceber o que é que treinar 8, 9, 10, 11, 12 vezes por semana, o tempo que se gasta aqui e depois eles ao conseguirem mostrar esse trabalho e terem resultados, o sorriso que eles fazem no final de cada prova é indescritível. Neste momento, não há nada melhor para mim.
Esta parte dos sorrisos acredito que seja fantástico, mas para chegar a esse ponto... é um treinador muito exigente?
É uma excelente questão. Essa pergunta, provavelmente, terá de ser feita aos nadadores, mas sim, sou bastante exigente. Sou bastante exigente, porque a natação é um desporto que tem muito a ver com cada pormenor e isso faz uma diferença abismal. Portanto, tenho de ser exigente. Todos os desportos têm as suas particularidades, mas a natação, que é o que eu conheço mais e falo daquilo que estudo todos os dias, tem a ver com os pequenos pormenores. E o que hoje se sabe, amanhã pode mudar. Então, há sempre uma tentativa de alcançar a excelência e vários nadadores, mesmo portugueses, chegaram lá, ao topo, e nós acabamos por tentar ao máximo ter esse cuidado de trabalhar nos pormenores e aí tem de haver muita exigência. É como na escola, há os que estão mais atentos e os que estão menos atentos e o professor tenta ao máximo arranjar estratégias para tentar que todos estejam atentos. E é o que, basicamente, eu tento fazer. Daí eu dizer que sou exigente.
Pode ler a Entrevista da Semana (número 279) completa na edição desta quinta-feira.












