
Coimbra identifica comunicações como principal falha no apagão
O principal problema identificado ao longo das quase 12 horas em que Coimbra, bem como o resto do país e Espanha, esteve sem eletricidade, na passada segunda-feira, «foram as comunicações», destacou José Manuel Silva à saída do “debriefing” do Centro de Coordenação Operacional Municipal da Proteção Civil, que decorreu na manhã de ontem.
«É preciso ter sistemas redundantes que não dependam tanto dos telemóveis e criar sistemas que nos possam interligar a todos de uma forma mais célere e evitar as suspensões de comunicação, porque é isso que, normalmente, levanta até o maior receio nas pessoas, é quando não há comunicação», sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Coimbra.
O autarca salientou, igualmente, após ter ouvido as várias entidades envolvidas no processo, que os planos de emergência «vão ser revistos», uma vez que «não havia previsões para falhas tão prolongadas de energia elétrica», como, aliás, «se verificou no país».
«É preciso também pensar em definir regras para evitar, e isso é uma questão nacional e legislativa, açambarcamentos nestas situações, porque, sem dúvida alguma, são essas atitudes que levam a uma série de circunstâncias em que uns ficam com reservas a mais e outros ficam sem nenhuma, e portanto é preciso regular esta matéria em situações de crise», defendeu José Manuel Silva.
O presidente da Câmara Municipal regozijou-se, todavia, por Coimbra «ter demonstrado preparação» para este tipo de situações. «Por alguma razão não houve problemas pessoais e manteve-se a regulação da mobilidade, não existindo, propriamente, uma hora de ponta, porque as instituições foram fechando faseadamente e, assim, evitou-se concentrações nos pontos críticos de mobilidade», disse, realçando o facto de PSP e Polícia Municipal terem-se dirigido precocemente para os principais pontos problemáticos para garantir que não havia problemas de mobilidade», concluiu.
Resolvidos problemas de abastecimento de água
A interrupção prolongada de energia que comprometeu a operação de alguns sistemas de bombagem, provocando falhas pontuais no fornecimento de água, sobretudo nas zonas mais elevadas da rede de distribuição, está resolvida, informou ontem a Águas de Coimbra.
A empresa municipal, segundo um comunicado, «mantém-se vigilante perante possíveis situações de ameaça ao funcionamento dos sistemas de abastecimento de água e de drenagem de águas residuais, de modo a poder garantir a qualidade e fiabilidade destes serviços públicos municipais».
Neste sentido, foi ativado o Plano de Segurança da Água, que estabelece o protocolo de atuação face a uma situação anómala e emergente, que possa colocar em causa a continuidade do fornecimento de água para consumo humano.











