
60 quilos de queijo marca tradição na Feira do Rabaçal
É o maior queijo de Portugal. São precisos 500 litros de leite, de ovelha e de cabra, para fazer este queijo do Rabaçal com cerca de 60 quilos, que foi ontem de manhã servido à população, como manda a tradição, no Mercado do Queijo e dos Romanos.
O queijo, o “rei” desta festa, chegou ao certame com ajuda dos romanos que o carregaram numa padiola e depois de uma “evocação” aos quatro elementos - a terra, o ar, o fogo e a água - elementos fundamentais para que ovinos e caprinos produzam bom leite e daí seja produzido o bom queijo do Rabaçal.
Dezenas de pessoas assistiram ao corte do “maior queijo de Portugal”, que foi “desaparecendo” e sendo elogiado por quem o provou. A responsável pela cura deste queijo foi, mais uma vez, “A Queijaria do Rabaçal” que, em janeiro deste ano, começou a preparar o queijo que necessita de três meses de cura para chegar na textura e sabor ideal.
Produtores são cada vez menos, mas apostam na qualidade do produto
De sorriso rasgado e de faca na mão, Célia Costa vai dando a provar o seu queijo. «Sou eu que faço tudo, desde a chouriça caseira ao queijo feito com o leite do meu rebanho», contou, em conversa com o Diário de Coimbra. É na pequena localidade de Cabeça Redonda, da freguesia de Cumeeira, que Célia e o marido tratam de um rebanho de «25 ovelhas, 75 cabras». «Tem muito trabalho?», perguntámos. «Dá muito trabalho, mas temos que ter muito amor naquilo que estamos a fazer para ter qualidade», respondeu a queijeira que, durante toda a manhã, não teve mãos a medir para atender todos aqueles que a procuravam para levar um queijo do Rabaçal para casa.

Da Serra de Janeanes, Isabel Simões, não sendo produtora, trouxe queijo produzido por pequenos produtores das aldeias vizinhas. «Devia haver mais incentivos para que os jovens se dediquem a este setor, porque os mais velhos continuam a fazer para não se perder a tradição», defendeu a vendedora.
Dos produtores mais pequenos às queijarias maiores, o queijo do Rabaçal juntou-se ao fumeiro, ao azeite, ao mel, ao pão e ao artesanato para este certame que continua a captar a atenção de centenas de pessoas todos os anos.











