Sete dias por semana
1 Papa Francisco. A morte do Papa Francisco deixou de luto o mundo católico, e não só. Como foi sublinhado ao longo destes últimos dias, nestes 12 anos de pontificado, o Santo Padre fez da igreja um “lar” para todos e não, como até então, apenas para alguns. A sua humildade foi uma marca constante e desse modo conseguiu levar a cabo importantes reformas na Igreja Católica apesar de muitas resistências internas. A escolha do seu sucessor - que será feita em sessões com um segredo que hoje em dia já não fará muito sentido - permitirá ver se o caminho escolhido pela instituição será o de aprofundar o legado de Francisco ou ceder aos mais conservadores.
2 Invasão da Ucrânia. Apesar da falsa trégua anunciada para a Páscoa pelo ditador russo Vladimir Putin, estão a intensificar-se as negociações rumo a um cessar-fogo que anteceda uma paz duradoura tão necessária para o povo ucraniano. As pressões efetuadas quer por Zelensky quer pelo bloco europeu e até mesmo a ameaça de Trump desistir caso não haja desenvolvimentos no processo parecem estar a ajudar a acelerar as negociações.
3 Eutanásia. Ao declarar inconstitucionais várias normas da lei que prevê a morte medicamente assistida, como fez esta semana, o Tribunal Constitucional atira para a próxima legislatura a aprovação de um novo texto legal que respeite a Constituição da República Portuguesa. Era por isso importante que, ao contrário do que aconteceu no passado, os candidatos às eleições legislativas assumissem uma posição clara sobre a eutanásia que depois legitime as decisões políticas a tomar. Ou então, que se avance para um referendo (se há tema que se enquadra para uma consulta popular é este) quanto antes tendo em conta todos os avanços e recuos que se têm verificados nestes últimos anos.
4 25 de Abril. Ainda no campo político, os 51 anos do 25 de Abril foram ontem assinalados um pouco por todo o país com alguns partidos a perderem-se nas “tricas” costumeiras, desta vez com uma “não polémica” relacionada com o cancelamento de parte da agenda festiva do 25 de Abril por parte do Governo (tendo em conta o luto decretado). Fez-se a sessão solene no Parlamento e, graças a Abril de 1974, cada um fez o que lhe apeteceu no dia de ontem. Perder tempo e alimentar estas “tricas” só ajuda a engrossar a abstenção e a alimentar os movimentos extremistas como os que ontem quiseram, sem sucesso, manchar os festejos do fim da ditadura em Portugal.
5 Politécnico. Como o Diário de Coimbra noticiou, em primeira mão, são três os candidatos à sucessão de Jorge Conde na presidência do Instituto Politécnico de Coimbra. Ana Ferreira, Cândida Malça e Mário Velindro apresentaram as respectivas candidaturas e vão a votos a 16 de maio. Antes, no dia 9, comparecem perante os elementos do Conselho Geral para uma audição pública em que vão apresentar as linhas principais dos seus programas. De referir ainda que nesta semana o Politécnico de Coimbra assinou um protocolo com a Câmara de Arganil que prevê a instalação, naquele concelho, de um polo de ensino ligado à mobilidade inteligente e que deverá entrar em funcionamento no ano letivo 2026/2027.
6 Futebol. A Académica goleou ontem o Caldas numa altura em que a manutenção está mais que garantida. Um resultado que mostra o brio do grupo de trabalho mas também a qualidade de uma equipa que devia ter feito bem mais nesta temporada. Ainda na Liga 3, o Oliveira do Hospital conseguiu ontem derrotar o Sporting da Covilhã – seu adversário direto na luta pela permanência – e deixa tudo em aberto para a última jornada. A descida parecia ser inevitável mas a verdade é que se os beirões vencerem o último jogo (frente ao Lusitânia, nos Açores, que também luta pela permanência) e o Sporting Covilhã não derrotar o Caldas a equipa de Oliveira do Hospital consegue a manutenção.
7 Sardinha. Foi ainda esta semana que se deu início à pesca da sardinha e na Figueira da Foz, como tem sido “tradição”, a Cooperativa de Produtores de Peixe do Centro Litoral promoveu uma primeira sardinha do ano. Nem que seja pelas “saudades” estas primeiras sardinhas têm sempre um sabor especial. Segundo os pescadores, há peixe com fartura e o preço está acautelado, só falta mesmo que o mar esteja de feição para que a pesca seja farta.








