
Muito foi feito, mas há muito para fazer “cumprir Abril”
«Sim, ainda há muito por fazer, mas o 25 de Abril não é uma data, é um caminho que foi desbravado por um conjunto de heróis há 51 anos e que ainda tem um longo trajeto pela frente. A nossa obrigação, honrando Abril, é continuar a acelerar os próximos passos». Palavras de José Manuel Silva, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, que encerrou a sessão solene comemorativa, que ontem decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
No entender do autarca, o município está no «caminho do cumprimento de Abril» com o trabalho que tem sido feito, com «obras estruturantes e transformadoras», que pretendem «preparar o concelho para os desafios do futuro, com mais e melhor transparência e proficiência, mais e melhor mobilidade, mais e melhor ambiente, mais e melhor economia, cultura, intervenção social, reabilitação, urbanismo, turismo, grandes eventos, habitação, saúde, emprego, inclusão, demografia e qualidade de vida».
Elogiando a «equipa», os «parceiros» da Câmara e a «inexcedível colaboração» dos funcionários do município, José Manuel Silva considera que Coimbra tem vindo a afirmar-se em «todos os palcos e a promover o desenvolvimento sustentável da região metropolitana». Mas há muito a fazer, assumiu, elencando «seis grandes desafios», transversais a Coimbra e ao país.
A começar, apontou a «melhoria da democracia global», mormente no que se refere à legislação eleitoral autárquica. «É fundamental agilizar a municipalização», «corrigir os erros e insuficiência da descentralização» e promover a «desconcentração de instituições nacionais», disse.
A defesa do meio ambiente e a aposta na literacia verde é outro dos objetivos e, entre as medidas tomadas pelo executivo, referiu os novos autocarros elétricos, o Metrobus, bem como a plantação de árvores. «Cuidar mais e melhor das pessoas», sem «deixar ninguém para trás», com «civismo e respeito pelo outro» é outro dos objetivos, a que junta o «desenvolvimento sustentável» e com «elevado sentido de coesão territorial, como forma de mitigar as desigualdades que persistem». A reforma da justiça, o combate à corrupção e a reforma de instituições chave num Estado de Direito, «questões e problemas que o Estado português se tem recusado a enfrentar adequadamente», constitui outros dos «grandes desafios», a que juntou a promoção da paz no mundo, «sem falsos pacifismos unilaterais».
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