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Bombeiros Argus em gestão procuram novos líderes

Desde final de janeiro que a corporação procura novos corpos sociais. Pereira Alves não continua, mas assegura gestão até que sejam eleitos novos dirigentes

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Argus de Arganil está em regime de gestão desde 31 de janeiro, dia em que decorreu uma Assembleia-geral, com vista à eleição de novos corpos sociais, e em que nenhuma lista se apresentou a sufrágio. Pedro Pereira Alves, presidente da direção desta corporação, após «dois mandatos bastante difíceis», já tinha adiantando que não se recandidataria ao cargo.

O dirigente informou, recentemente, em Assembleia-geral, que tem «tentado arranjar uma solução para encontrar pessoas disponíveis a assumir os destinos da instituição», mas sem sucesso, ainda assim garantiu que não tem deixado de trabalhar.

No que respeita ao relatório e contas, Pereira Alves esclareceu que a associação continua «com as mesmas dificuldades que outras têm, desde a falta de subsídios camarários ao pagamento a tempo e horas por parte dos serviços de saúde». Deu a conhecer que a Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra deve «120 mil euros». «É sempre uma preocupação chegar ao fim do mês e ter medo de não ter dinheiro para pagar ao pessoal, pois não queremos que falte o fundamental a quem trabalha nesta casa», revelou.

Ainda assim, afirmou que «não é preocupante» a situação em termos de tesouraria, o que realmente o preocupa é a gestão da casa, que «vai ser assegurada até ser encontrada a solução». «Há necessidade de se proceder a eleições», afirmou, solicitando ao presidente da Assembleia geral para «reabrir o processo eleitoral».

«Não é só esta instituição que está assim, mas esta é uma instituição humanitária», referiu, por seu lado, António Carvalhais Costa, presidente da Assembleia-geral dos Bombeiros Voluntários de Arganil, reafirmando que, apesar desta direção estar em regime de gestão, «tem cumprido com as suas obrigações, servir o próximo». O responsável propôs ainda um voto de louvor à direção e ao comando, ambos aprovados por unanimidade e aclamação.

Já Fernando Gonçalves, assegurou que a corporação continua a trabalhar para garantir a segurança e bem-estar da população. O comandante recordou que a corporação conta atualmente com 68 bombeiros no Quadro Ativo, distribuídos por diversas especialidades operacionais, «assegurando um serviço de qualidade à comunidade». Além disso, recordou ainda que há uma escola de estagiários com 12 elementos e também está ativa a escola de infantes e cadetes, que integra 35 jovens.

O dirigente agradeceu ainda aos Bombeiros do Luxemburgo «pela generosa oferta de Equipamento de Proteção Individual e outros equipamentos e pelo intercâmbio estabelecido, que tem gerado excelentes resultados», aos funcionários, aos bombeiros e familiares, à direção, deixando uma palavra «especial» ao corpo ativo.

Abril 17, 2025 . 06:45

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