
Dérbi distrital que pode valer abismo ou esperança
A Académica já tem a vida definida nesta edição de 2024/ /2025 da Liga 3. Os estudantes garantiram a permanência, que acabou por ser o “fado” que lhes sobrou após terem falhado o acesso à Fase de Subida, e já podem, até, começar a preparar a próxima época para que consigam lutar com o regresso às ligas profissionais.
O Ol. Hospital, por sua vez, tem a vida altamente dificultada para continuar na prova. Os oliveirenses já não dependem apenas de si próprios para garantirem a permanência e, uma derrota (se o Covilhã vencer o “lanterna vermelha” Lusitânia dos Açores em desafio marcado para domingo) no dérbi distrital que se vai disputar amanhã, a partir das 17h30 no Estádio Cidade de Coimbra, pode mesmo consumar o regresso da equipa ao Campeonato de Portugal. O duelo será, portanto, de abismo ou esperança para os atuais comandados de Nuno Pedro na competição.
O histórico, esse, não abona nada a favor do emblema da Beira Serra que é aquele que precisa mesmo de alcançar os três pontos. Refira-se, primeiramente, que a equipa que veste de azul e branco nunca venceu a Briosa. Seguidamente, e já partindo deste difícil pressuposto, os oliveirenses têm quatro deslocações ao recinto desportivo do Calhabé em que sofreram três derrotas e só por uma vez pontuaram. O positivo é que o único ponto foi conquistado já nesta época.
O outro sinal que “anima” os oliveirenses é que, nesta temporada, a turma escolar não foi capaz de os superar. Aliás, a Briosa começou os três dérbis em desvantagem e apenas nos minutos finais foi capaz de “acordar” e chegar à igualdade.
No dia 18 de agosto de 2024, Guilherme Neiva, que tem sido um verdadeiro “caça estudantes” nesta temporada, ele que até já vestiu o emblema com a torre da Universidade de Coimbra mas em representação da Académica/SF, marcou aos 23’ e Noah Santos fez a igualdade aos... 90+2’. A 30 de novembro, Mairlon (17’) e Neiva (60’) adiantaram os oliveirenses no placard, só que os academistas, com tentos de Gonçalo Ferreira (69’) e Duarte Carvalho (81’) seguraram o ponto.
Mais recentemente, há pouco menos de um mês (16 de março), Diogo Grácio (50’) e o “inevitável” Neiva (62’) colocaram os anfitriões na frente, mas, em seis minutos, tudo mudou: Gonçalo Ferreira (83’), que tem dois tentos nesta época com o “vizinho”, e Ni Rodrigues (88’) fizeram o marcador “fechar” em 2-2.
Os “dados” estão, assim, lançados para um jogo que poderá ser de memória péssima para um dos representantes da AF Coimbra no terceiro patamar.












