
MATE: Uma viagem inovadora à cultura ibero-americana a partir de Coimbra
Showcases, performances, workshops, exibições, espaço de memória e para Luthiers e um mercado criativo, para além de exposições, instalações e também um debate, no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) sobre “Acessibilidade: Cultura para tod@s”. Serão quatro dias de intensa homenagem à cultura, com e para os agentes culturais, mas também para o público em geral, aqueles que tem para propor, em Coimbra, a segunda edição do Festival MATE – Música, Arte, Tecnologia e Educação.
Entre 19 e 22 deste mês, não faltam razões para aproveitar as propostas de um programa que já teve alguns dos seus destaques desvendados – como é o caso do cineconcerto “Central do Brasil” com a Orquestra Clássica do Centro, no dia 21, pelas 21h30, no Grande Auditório do Convento São Francisco – mas que tem muito mais grandes momentos por revelar, como confirma ao nosso jornal Eron Quintiliano, o mentor, a alma e o produtor deste festival que pretende dar ênfase ao potencial económico da indústria criativa, chamando a Coimbra alguns dos maiores responsáveis e protagonistas pela promoção da cultura ibero-americana.
«Trata-se de um evento inédito, com uma configuração muito inovadora», confirma Eron Quintiliano, sublinhando a «particularidade única» de, durante estes quatro dias, se juntarem num mesmo evento, propostas dos quatro eixos do festival (Música, Arte, Tecnologia e Educação) de 15 diferentes países, num total de 130 momentos e uma programação «muito transversal» que, este ano, têm como palco praticamente todo o Convento São Francisco.

Aliás, a grande novidade desta edição é que os visitantes (sejam eles agentes e responsáveis culturais ou o público em geral) são convidados a desfrutar dos vários momentos do programa, entrando numa espécie de viagem, que começa na Antiga Igreja e passa por praticamente todos os espaços do Convento São Francisco. «As pessoas entram numa espécie de portal, com uma árvore dos desejos iluminada, e são convidadas a partilhar um desejo», explica Eron Quintiliano.
Não faltarão propostas ao longo dos quatro dias do evento e em vários espaços do convento. Em maior destaque estará, no entanto, em particular para o público em geral, os eventos acolhidos no Grande Auditório. Além do cineconcerto, dia 21, às 21h30, o MATE fará também por lá passar teatro do improviso, com o espetáculo Amor, de entrada gratuita (dia 20, a partir das 18h00), a junção do Coletivo Tanto-Mar e Arnaldo Brandão (dia 22, a partir das 21h30), ou ainda no primeiro dia do festival (dia 19, a partir das 21h30) o momento em que Uxia, artista galega, se juntará ao Coro das Mulheres da Fábrica.

Este momento acontece logo a seguir à abertura do festival, marcada para as 18h00 do dia 19, na Antiga Igreja, e que incluirá além da presença de Isabella Bretz, da Ibermúsicas, em representação da Diplomacia Cultural, e de uma palestra de Dinis Caixipis, de Macau; um showcase de Jonathan Ferr, do Brasil e uma performance de Aquasonic.
Tal como aconteceu na edição do ano passado, também este ano será dado destaque aos Luthiers, com um espaço de exposição dedicado aos mais variados construtores de instrumentos, vindos de vários pontos do país. Junta-se um Mercado Criativo, na Antiga Igreja, com várias propostas de artesanato ou ainda um espaço expositivo onde é possível apreciar as propostas dos mais variados artistas, assim como o Bar Epicura que, a partir das 23h00, dá a conhecer várias propostas musicais, vindas essencialmente de Portugal e Espanha.













