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oliveira do hospital Autarca voltou a mostrar “revolta” pelo adiamento dos IC
José Carlos Alexandrino aproveitou visita de deputados do PS para falar, uma vez mais, sobre acessibilidades, lembrando promessas feitas, inclusive por José Sócrates
O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital teve ontem oportunidade de expressar uma vez mais a sua «revolta» pelo adiamento dos IC (itinerários complementares) nesta região. Foi durante uma visita que os deputados do PS eleitos pelo círculo de Coimbra fizeram ao concelho, onde além deste dossiê, os deputados foram ainda «sensibilizados» para outras preocupações da autarquia. Por ser o tema que está na ordem do dia, José Carlos Alexandrino não hesitou em começar pelas acessibilidades, manifestando aos deputados do PS a «tremenda injustiça» que está a ser feita com esta região, depois do anúncio da suspensão do concurso para a concessão rodoviária da Serra da Estrela.
Reconhecendo a importância destes contactos dos deputados para a resolução dos problemas locais, o autarca pediu aos parlamentares que sejam os “porta-vozes” desta reivindicação do concelho de Oliveira do Hospital junto do Ministro das Obras Públicas, mas também do Ministro das Finanças, na medida em que foi o mesmo governante que assinou o despacho a dar luz verde ao lançamento do concurso da concessão rodoviária que inclui a construção dos IC 6, 7 e IC 37, até ao final do primeiro semestre deste ano.
Alexandrino quer saber o que aconteceu desde que o Governo entregou a proposta de Orçamento de Estado e diz-se surpreendido com a falta de resposta ao pedido de audiência por parte de um conjunto de municípios que se sentem lesados com a decisão do Governo. «Estamos surpreendidos por não ter sido marcada nenhuma audiência, quando esta devia ter carácter de urgência», lamentou ontem o edil, ao mesmo tempo que prometia novamente endurecer a luta, caso o adiamento dos IC se prolongue durante muito tempo.
Convencido que o secretário de Estado, Paulo Campos, foi «completamente ultrapassado» nesta questão, o presidente da Câmara lembrou que não foi apenas este governante que prometeu a concretização dos IC a esta região, também «ouvi promessas do primeiro-ministro e acredito que o primeiro-ministro tenha palavra», adiantou, disposto a aceitar um adiamento destas obras apenas um tempo muito curto. «Se for por muito tempo acho que devemos tomar determinadas posições», afirmou.
Apesar de ter justificado a suspensão do concurso com a tentativa de recuperação económica do país e da necessidade de se cortar na despesa, o deputado Horácio Antunes percebe a luta do autarca oliveirense e considera-a também ele pertinente, pelo que é de opinião que «este adiamento não é mais do que isso». «Acreditamos que quando o próximo Orçamento de Estado começar a ser equacionado, lá para Julho, esta continuação do IC6 seja efectivamente contemplada. Tenho grande esperança que um homem que é filho deste concelho, faça com que essa obra possa continuar. Tenho a certeza que o IC 6 e IC7 vão ser contemplados, porque são obras absolutamente necessárias», sustentou o deputado socialista, prometendo sensibilizar o Governo para esta questão.
ESTGOH e Tribunal entre as principais preocupações Durante esta visita ao concelho de Oliveira do Hospital, a primeira do périplo que os deputados do PS começaram ontem pelo distrito de Coimbra, o presidente da autarquia oliveirense deu ainda conta de outros problemas que afligem o concelho, nomeadamente a resolução do problema das instalações da Escola Superior de Tecnologia e Gestão. Alexandrino garante estar disposto a «fazer um grande esforço financeiro» no sentido de colaborar na construção de um novo edifício para a ESTGOH, na medida em que a escola «é demasiado importante para a perdermos». O presidente apelou de resto à manutenção do tribunal da comarca, considerando mesmo um «perfeito disparate» aquilo que está previsto em termos no novo mapa judiciário e pediu ainda a intervenção dos deputados junto da CCDRC para a resolução de um velho problema com a Zona Industrial da cidade, que impede que esta possa ser ampliada.
Acompanhado pelo deputado João Portugal, Horácio Antunes terminou esta visita convencido que «não podiam ter feito um levantamento mais exaustivo das preocupações desta Câmara Municipal», comprometendo-se assim a dar voz às reivindicações locais.
Coesão territorial não pode ser só um “chavão” Preocupado com o desemprego galopante no concelho, José Carlos Alexandrino deu conta do lançamento para breve de uma Plataforma de Desenvolvimento, cujo objectivo é a procura de soluções para os problemas de empregabilidade. «Não nos falta vontade, não nos falta empenho, aquilo que queremos é que o Governo cumpra os princípios que tem defendido naquilo que chama de coesão territorial. É importante que a coesão se faça, que não seja só um chavão de discurso político», sublinhou o edil oliveirense, lamentando a postura dos outros partidos que «foram capazes de reclamar mais investimento para a Madeira, esquecendo-se de toda esta zona do Interior».
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