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mexião e amêijoa Detectada pesca ilegal no rio Mondego
O Destacamento de Controlo Costeiro da Figueira da Foz anunciou ontem ter desenvolvido durante dois dias uma operação de fiscalização e combate à pesca ilegal, tendo envolvido um total de 24 militares. No decorrer da acção, pretendia detectar e identificar potenciais situações de infracção à legislação vigente, designadamente na pesca de juvenis (pescado imaturo), “fuga à lota” (não sujeição ao regime de primeira venda), pesca ilegal através de mergulho, bem como a pesca ilegal de meixão.
Fruto desta acção, na foz do rio Mondego foi detectado um indivíduo, residente na Figueira, a sair da água ainda completamente equipado com fato de mergulho, tendo por isso sido identificado e constituído arguido, sendo o material apreendido, assim como cerca de 90 quilos de amêijoa macho e rainha, que, depois de pesada, foi devolvida ao rio.
Já nas margens do Mondego, junto a Vila Verde, foram detectados vários indivíduos na pesca ilegal do meixão, que, ao verificarem a presença dos elementos da GNR, se colocaram em fuga, todavia sem sucesso. Foram assim identificados e constituídos arguidos, sendo o meixão capturado devolvido ao rio.
Mas no decorrer desta operação, que teve lugar nos portos de pesca da Figueira e Nazaré e nos rios Mondego, Liz e Alcoa, foi ainda detectado (na Nazaré) em duas acções distintas um indivíduo a transportar pescada subdimensionada, vulgo carioca, com tamanho a variar entre os 12 e os 20 cm, quando o tamanho mínimo para a sua captura é de 27 cm. No total das duas capturas, foi apreendida pescada com o peso total de 200 quilos, que se introduzida no mercado atingiria um valor provável de 2 mil euros. Contudo, como não pode ser comercializada, foi doada a instituições de solidariedade social.
Refira-se que este Destacamento, segundo o seu responsável, tem procurado «intensificar o seu esforço no sentido da preservação das espécies em maior perigo, casos gritantes do meixão e da pescada, que, ao serem capturados enquanto juvenis, ou seja sem que tenham atingido a idade adulta de reprodução, impedem a continuidade das espécies e colocam em perigo a própria actividade comercial da pesca a elas dirigida». Por outro lado, a pesca de amêijoa por mergulho autónomo (com garrafa) na foz do Rio Mondego, adverte, «além de proibida por lei, constitui um sério perigo para quem a pratica, pois associada à falta de visibilidade das águas, esta pesca é feita no canal de navegação, sujeito à passagem de embarcações, bem como em local onde é praticada a pesca à lampreia com artes de deriva, podendo assim passar de pescadores a pescados, com claro prejuízo para a sua integridade física».
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