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Sexta-Feira, 3 de Setembro 2010
Escrito por João Henriques   

DOCUMENTO, DE 1179, RECONHECE REINO DE PORTUGAL

Coimbra oferece bula a Bento XVI

A edição “fac-similada” da bula “Manifestis Probatum” será entregue ao
Papa, no próximo mês de Maio, quando Sua Santidade visitar Portugal

Maria José Azevedo, vereadora da Cultura, deu conta, na reunião de anteontem do executivo camarário, que, em 2010, a autarquia vai editar, em versão “fac-similada”, a bula “Manifestis Probatum”, que se encontra na Torre do Tombo, em Lisboa. Pela bula atrás referida, de 23 de Março de 1179, o Papa Alexandre III reconheceu a realeza de D. Afonso Henriques e dos seus herdeiros, tratando-o por «rei ilustre dos portugueses» e aos seus domínios como «reino de Portugal».

Na bula “Manifestis Probatum”, Alexandre III exortava D. Afonso Henriques a prosseguir na obra da «dilatação da fé cristã». Após lembrar que a autarquia comemorou, em 2009, os 900 anos do nascimento do primeiro rei de Portugal, a vereadora falou da necessidade de «angariar um bom patrocínio para a edição da bula», situação que já está a ser tratada, de modo a poder ter o estojo pronto para o município de Coimbra o oferecer ao Papa Bento XVI, em Maio, aquando da sua visita a Portugal.

Ontem, contactada pelo Diário de Coimbra, Maria José Azevedo destacou «a ideia exclusivamente da Câmara Municipal de Coimbra», reconhecendo que, «dada a dimensão nacional que envolve, achamos que devemos atrair patrocínios nacionais para uma edição “fac-similada”, que é de aparato», antes de sublinhar serem necessários «alguns milhares de euros» para concretizar «uma atitude verdadeiramente inédita».

Após explicar que o original é «um documento grande em pergaminho», a vereadora da Cultura contou que «a reprodução vai ser em tudo igual ao original». A versão “fac-similada” será colocada dentro de um estojo, com um pequeno livro que terá um texto de contextualização assinado por Aníbal Pinto de Castro, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, uma nota de abertura escrita por Carlos Encarnação e uma nota técnica, tradução (a bula está escrita em latim) e transcrição da responsabilidade de Maria José Azevedo.

Sá de Miranda dá nome
a sala da Casa da Cultura

Até agora sem qualquer designação, a sala de conferências do primeiro piso da Casa Municipal da Cultura de Coimbra vai passar a designar-se Sala Sá de Miranda. A proposta assinada por Maria José Azevedo, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra, foi aprovada por unanimidade pelo executivo municipal na primeira reunião de 2010.

Na nota informativa, lê-se que Sá de Miranda nasceu a 28 de Agosto de 1481 em Coimbra, tendo falecido em Amares no dia 15 de Março de 1558. «Foi um poeta marcante do século XVI e de expansão nacional. Cremos pois que a sua lembrança honrará a Cultura de Coimbra, em particular, e a do país, em geral», acrescenta.

A cerimónia de colocação da placa na sala está agendada para a próxima quarta-feira, às 17h00, com o programa a incluir uma conferência a cargo de José Bernardes, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, excertos de uma comédia do poeta pela Cooperativa Bonifrates e um momento musical a cargo do grupo de fados “Menina e Moça”.

«Uma boa escolha. Fico muito contente por ter sido dado este nome», sublinhou António Vilhena, vereador do PS, que logo solicitou para, por exemplo, ser colocada sinalética, uma resenha histórica e uma fotografia do patrono nas salas da Casa Municipal da Cultura de Coimbra.

Por sua vez, Maria José Azevedo destacou a «figura extraordinária» que foi Sá de Miranda, antes de revelar que, quando tomou posse como vereadora da Cultura, traçou o objectivo de «dar nome às salas». «Ainda há mais duas salas na Casa da Cultura que precisam de nome», informou, aproveitando para solicitar «sugestões».


Casa da Música de Coimbra
substitui Pavilhão Centro de Portugal

A proposta de rebaptismo do Pavilhão Centro de Portugal, sito no Parque Verde do Mondego, será levada, em breve, à reunião do executivo camarário para ser votada. Assim, segundo proposta do Departamento de Cultura da autarquia, a futura designação será Casa da Música de Coimbra. Maria José Azevedo, vereadora da Cultura, explicou, ontem, ao Diário de Coimbra, que o rebaptismo já mereceu a «aceitação» dos arquitectos Siza Vieira e Souto Moura, autores do projecto, e da Direcção da Orquestra Clássica do Centro, entidade responsável, desde Junho de 2008, pela gestão cultural do pavilhão, assim como recebeu o «apoio» de Carlos Encarnação.
 

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