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aCADÉMICA Contas aprovadas em clima muito pacífico  AG da Briosa esteve para não se realizar por falta de quórum, tendo ficado um ponto por votar: a alteração dos estatutos
Foi com 45 minutos de atraso que a Assembleia-Geral (AG) da Académica teve o seu início, no auditório do Estádio Cidade de Coimbra, isto porque, às 21h00, ainda não estava a meia centena de associados exigida pelos estatutos, pelo que Paulo Mota Pinto entendeu prolongar o prazo até às 22h00. Alguns associados presentes queixavam-se da marcação da AG para um sábado o que, de facto, não tem sido habitual nos últimos tempos. Com um resultado líquido negativo do exercício económico de 2008/2009 em cerca de um milhão de euros (1.117.490.06 mais concretamente), conforme o nosso Jornal anunciou na edição de ontem e com um passivo (11.198.968.01 milhões de euros) e activo (6.372.794.15 milhões de euros) mais reduzido, a direcção academista viu as contas serem aprovadas pela maioria, com 19 abstenções e sem votos contra. Um ponto que ainda ofereceu alguma discussão, mas sem grandes sobressaltos, com o vice-presidente Luís Godinho a admitir que o conflito com a TBZ, bem como o facto do clube não ter transaccionado nenhum passe de jogadores, a destabilizaram as contas da Briosa. José Eduardo Simões, no ponto das informações, assumiu, novamente, a vontade da equipa profissional em «fazer igual ou melhor do que na temporada anterior», entendendo que a situação de Rogério Gonçalves «foi resolvida atempadamente» com a entrada de André Villas-Boas. O presidente criticou também as actuações da Federação Portuguesa de Futebol – na divisão das receitas da Taça de Portugal -, bem como da Liga Portuguesa de Futebol Profissional – não só na Taça da Liga, bem como no licenciamento de alguns emblemas (Naval, Belenenses, Leixões e Vitória de Setúbal) para a nova temporada. Numa intervenção muito crítica, José Eduardo Simões mostrou-se apostado numa boa gestão do Estádio Cidade de Coimbra (ECC), mas lamentou que algumas empresas tenham utilizado os camarotes do recinto sem pagar, bem como o facto de alguns dos proprietários das lojas do ECC terem no total uma dívida de cerca de 200 mil euros para com a instituição. O derradeiro ponto – a alteração estatutária - prometia muita discussão, mas acabou por não ter conclusão, ou melhor não chegou a ser sequer votado por indicação do presidente da AG. O plenário de associados ficou ainda marcado pelo minuto de silêncio em homenagem ao antigo basquetebolista Mário Mexia, por proposta de Paulo Mota Pinto.
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