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Sexta-Feira, 3 de Setembro 2010
Artesanato e gastronomia da Beira Serra são os sectores privilegiados

Arganil

Artesanato e gastronomia
da Beira Serra são
os sectores privilegiados

Feira Franca encerra hoje em S. Martinho da Cortiça

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Termina hoje em S. Martinho da Cortiça a 23.ª edição da Feira Franca, um certame que abrange diversos sectores, como o comercial, industrial, a gastronomia e o artesanato, sendo este último o mais representativo da iniciativa com um número bastante elevado de expositores (68) que esgotaram a capacidade do pavilhão gimnodesportivo da freguesia, local onde decorre o evento.
Nas suas imediações, temos a gastronomia dita de feira, como febras e churrasco, a presença de alguns feirantes e diversão para as crianças, com carrinhos de choque e outras “delícias” que os mais pequenos não dispensam, como as pipocas e farturas, venda de brinquedos e até a castanha quentinha, acabadinha de assar. Ainda em termos gastronómicos e como o certame também se assume como um espaço privilegiado de divulgação da gastronomia da Beira Serra, não faltou a petinga frita com arroz de feijão, os torresmos a chanfana ou o cabrito assado. Em termos culturais, mais uma vez foi dada preferência aos grupos locais. Assim, ontem à tarde actuou o grupo de dança do Centro Escolar de S. Martinho da Cortiça, “As Pimpolhas” e à noite houve baile com o conjunto “Pauta Dourada”. Para hoje está prevista a actuação da Filarmónica Arganilense, animação musical com o grupo “Farristas da Gandara”, um teatro, da responsabilidade dos alunos que frequentam o curso de jardinagem na freguesia, culminando o evento como já vem sendo hábito com a Tuna de S. Martinho da Cortiça, actuação que será antecedida pelo grupo “Retalhos do Alva”. A abertura do certame como já vem sendo hábito contou com uma sessão solene que encheu o salão nobre da Junta de Freguesia e que teve como convidados de honra os voluntários do piquete de vigilância florestal da freguesia a quem foram entregues certificados de participação.
«Nestes dois dias S. Martinho mostra-se ao concelho, a quem nos visita, mostra a sua capacidade organizativa e o seu espírito de trabalho e capacidade produtiva, mostra o que de melhor temos e produzimos», sublinhou Rui Franco, declarando que «dada a grande dimensão da feira e o crescimento que tem tido já ultrapassou os limites geográficos da freguesia». O presidente da Junta de Freguesia de S. Martinho da Cortiça afirma que se trata de um certame que «já representa o concelho de Arganil no país», pois, sustentou, «já marcamos uma posição muito forte no concelho de Arganil com esta feira, o que significa que a freguesia tem realmente muita força e é uma freguesia com muitas potencialidades no concelho».

Salto qualitativo
Por seu lado, para Ricardo Pereira Alves, este certame, «é uma expressão do dinamismo económico, do empreendedorismo e da capacidade de realização de todas as pessoas de S. Martinho», frisou, recordando que «esta feira tem vindo a registar um crescimento ao longo dos anos e este ano deu um salto qualitativo em termos de presenças, particularmente na área do artesanato, sendo já uma das feiras de maior dimensão nesse sector da nossa região». Segundo o presidente da Câmara Municipal de Arganil, «temos de ter ambição colectiva», o que no seu entender «é precisamente o que se passa em S. Martinho, uma freguesia de referência não só do concelho de Arganil como de toda esta região».
Pereira Alves felicitou ainda o presidente da Junta de Freguesia pela «força e pela mobilização que tem trazido a esta freguesia, motivando as pessoas a participarem e a estarem presentes na construção do nosso futuro colectivo». Fazendo uma visita pelos cerca de setenta stands presentes no certame, encontrámos Fernando José. O proprietário do stand “criaturas criativas” apresenta os mais variados objectos feitos unicamente com papel reciclado e bijutaria. Oriundo de Óbidos, é a primeira vez que o artesão participa no certame, se bem que já marcou presença em feiras em Arganil e Vila Nova de Poiares. Teve conhecimento da feira de S. Martinho através de colegas, também artesãos e não hesitou em vir aqui mostrar o seu artesanato. «Tenho andado em várias feiras e quando os meus colegas me disseram que havia aqui uma em S. Martinho, inscrevi-me logo e aqui estou», refere mostrando-se expectante relativamente à procura, isto porque sustenta, «tenho notado que ultimamente tenho subido as vendas».
De mais perto vem Cristina Marques, que vende doces caseiros feitos em forno de lenha, rendas e bijuteria. Esta artesã vinda do concelho vizinho de Penacova foi incentivada pelo namorado a participar no certame e não se arrepende. «Acho que estas feiras são muito boas, porque ajudam a divulgar os nossos produtos e eu embora ainda não tenha participado em muitas feiras tenho feito bom negocio», revela satisfeita.
Actualizado em ( 2009-11-15 02:59:39 )
 

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